Santuário de Fátima

O Santuário de Fátima, formalmente intitulado pela Igreja Católica como Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, é um santuário mariano dedicado a Nossa Senhora de Fátima, localizado no lugar da Cova da Iria, na cidade de Fátima, concelho de Ourém, em Portugal.

O Santuário de Fátima é, por excelência, um local de peregrinação cristã e devoção católica, preservando a memória dos acontecimentos que levaram à sua fundação, nomeadamente as aparições de Nossa Senhora aos três pastorinhos – Lúcia dos Santos, Francisco e Jacinta Marto – em 1917. A sua magnitude e relevância do ponto de vista religioso é de há muito consensualmente reconhecida, nacional e internacionalmente. Por vontade expressa da Santa Sé Apostólica, este é um Santuário Nacional. É também um dos mais importantes santuários marianos do mundo pertencentes à Igreja Católica e de maior destino internacional de turismo religioso, recebendo cerca de seis milhões de visitantes por ano. Foi distinguido com três rosas de ouro papais e visitado pelos Papas Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000), Bento XVI (2010) e Francisco (2017).

A sua edificação iniciou-se em 1919 com a construção da Capelinha das Aparições; ao longo dos anos o santuário foi sendo expandido, contando hoje com duas basílicas, o que representou um aumento significativo da capacidade de acolhimento de peregrinos em recinto coberto. Contudo, os diversos planos urbanísticos criados para ordenar seu crescimento tiveram pouco efeito prático, e o complexo que se vê atualmente é fruto mais de intervenções pontuais que atendiam a necessidades do momento do que de um planeamento unificado e de longo prazo. Por outro lado, o poderoso impulso gerado pelo Santuário de Fátima foi responsável pelo crescimento exponencial de uma zona do país até aí muito pouco desenvolvida.

Estilisticamente diversificado, integrando construções de caráter revivalista a par de outras de cariz mais atual, o Santuário de Fátima é composto principalmente pela Capelinha das Aparições, o Recinto de Oração (exterior), a Basílica de Nossa Senhora do Rosário e a respetiva Colunata, a vasta Basílica da Santíssima Trindade, as casas de retiros de Nossa Senhora do Carmo e de Nossa Senhora das Dores, uma Via Sacra nos Valinhos e o Centro Pastoral Paulo VI. Conta também com espaços culturais e diversas outras edificações para os setores administrativos, acolhimento de peregrinos, atendimento médico, comércio, encontros e congressos, e outras atividades. O santuário teve ainda o contributo de artistas de várias gerações, nacionais e internacionais, que para aí realizaram um numeroso e diversificado conjunto de obras.

História

Das aparições à emergência de um polo de devoção na Cova da Iria

Ver artigos principais: Aparições de Fátima, Milagre do Sole Segredo de Fátima

Segundo a Igreja Católica, datam de março e julho de 1916 duas aparições de uma figura resplandecente, que viria a ser denominada como o Anjo da Paz ou Anjo de Portugal, a Lúcia dos Santos e aos seus primos maternos Francisco e Jacinta Marto, popularmente chamados "Os Três Pastorinhos". Segundo estas crianças, a primeira aparição teria acontecido no sítio da "Loca do Cabeço", no lugar dos Valinhos, situado nas imediações da aldeia de Aljustrel da freguesia de Fátima, onde elas viviam. A segunda aparição teria ocorrido sobre o "Poço do Arneiro", situado no quintal da casa de Lúcia. Em setembro/outubro do mesmo ano teria se dado a terceira e última aparição do anjo, novamente na "Loca do Cabeço".

Em 1917 os três pastorinhos afirmaram ter presenciado seis aparições de Nossa Senhora nos dias 13 de maio, 13 de junho, 13 de julho, 13 de setembro e 13 de outubro no lugar da Cova da Iria, tendo, em agosto, a aparição mariana ocorrido no dia 19 (em vez de 13 como nos outros meses) e no lugar dos Valinhos. No essencial da mensagem apresentada, a aparição da Virgem Maria ter-lhes-á pedido que se rezasse o terço todos os dias, pela conversão dos pecadores, e que fosse feita penitência. Pediu ainda para se construir uma capela em sua honra.

As supostas aparições de Fátima desencadearam uma grande repercussão na época e, antes mesmo de ocorrer a última, o local já se havia tornado num centro de peregrinações. Inicialmente, no entanto, o patriarcado de Lisboa mostrou-se cauteloso na apreciação dos eventos, e não autorizou de imediato a organização de um centro de culto. Apesar disso, cumprindo-se o pedido da aparição, entre 28 de abril e 15 de junho de 1919 foi construída a Capelinha das Aparições, que desde então constitui parte essencial do santuário.

Uma estátua de Nossa Senhora de Fátima foi feita no início de 1920 por José Ferreira Thedim, e oferecida por Gilberto Fernandes dos Santos. Foi benzida em 13 de maio de 1920 na Igreja Paroquial de Fátima, tendo sido entronizada na Capelinha das Aparições a 13 de junho do mesmo ano. O dia 13 de maio seria escolhido para eventos marcantes ao longo dos anos subsequentes. Devido ao incessante afluxo de peregrinos ao local, ficou evidente para a Igreja que ali se formaria um forte polo de devoção. Em vista disso, em outubro de 1920 D. José Alves Correia da Silva, bispo de Leiria, autorizou a compra de todos os terrenos da Cova da Iria junto ao oratório, pois pretendia fazer da Cova "um grande centro de piedade". Na análise de André Melícias, o bispo pretendia disciplinar o culto popular, muitas vezes de índole supersticiosa e heterodoxa, enquadrando-o nos cânones da Igreja. Os terrenos foram adquiridos em setembro deste ano, delimitando uma considerável extensão destinada à organização do futuro santuário. Após visita do bispo à Cova, onde rezou o terço, foi autorizada a realização de culto público a Nossa Senhora, e em 13 de outubro foi celebrada a primeira missa diante da capela pelo padre padre Afonso Jacinto Soares Ferreira. O culto autorizado não se destinava à Virgem de Fátima especificamente, visto que as aparições ainda estavam a ser analisadas pela Igreja e não haviam sido ratificadas formalmente.

Primeiros planos de ordenamento e edificação da Basílica do Rosário

Em 6 de março de 1922, a Capelinha das Aparições da Cova da Iria foi dinamitada por desconhecidos e parcialmente destruída. Embora tenham sido colocados explosivos em cada canto da pequena ermida, nem todas as cargas detonaram, contribuindo para a ideia popular de que o local estaria protegido por alguém ou algo sobrenatural. A capela foi reconstruída ainda durante esse ano, e protegida por um muro em torno do recinto. Para André Melícias, o atentado "parece ter funcionado como ponto de viragem. (...) Cerca de dois meses depois, o bispo de Leiria nomeou uma comissão composta por sete sacerdotes para estudar este caso e organizar o processo segundo as leis canónicas, pois considerava que, a serem verdadeiros os factos passados 'na Fátima', era dever dos crentes agradecer 'a Nosso Senhor que se dignou mandar-nos visitar por Sua Santíssima Mãe para aumentar a nossa fé e corrigir os nossos costumes' e, a serem falsos, seria conveniente que fosse apurada essa falsidade já que, 'nos tempos de dúvida e desorganização que atravessamos, é de tal importância julgarmo-nos e estar na posse da verdade que esta consciência basta para resistir a todas as contrariedades e vencer todos os obstáculos'." O local originalmente era bastante ermo e doravante a autoridade eclesiástica iniciou a construção de benfeitorias na área destinadas a facilitar o acesso e promover o conforto dos peregrinos, como tendas para a venda de água e alimentos e alguns artigos religiosos. Foram feitos planos para a urbanização da zona envolvente da capela, incluindo a construção de um albergue para peregrinos doentes, uma fonte coberta por uma abóbada e uma avenida desde a entrada do recinto, ladeada por uma Via Sacra. Ao mesmo tempo, iniciou a organização das romarias, surgindo as procissões das velas e do adeus.

O primeiro projeto urbanístico foi executado apenas parcialmente, sendo as primeiras edificações mais tarde alteradas ou substituídas, e a expansão do local desenvolvia-se de maneira muito desorganizada. Nesses primeiros anos de atividade o santuário tampouco existia como um organismo definido e autónomo, e toda a sua administração era conduzida pelo bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, que desempenhou papel decisivo na estruturação do local. O primeiro passo para sua institucionalização foi a criação em 13 de julho de 1927 de uma capelania permanente, nomeando-se Manuel de Sousa como primeiro capelão, responsável pela celebração diária da eucaristia, oração pelas intenções confiadas ao santuário, administração das finanças, esmolas e ex-votos, organização de romarias, acolhimento e atendimento dos peregrinos, registo de curas e graças, gestão agrícola das terras do entorno, fiscalização e organização de obras de construção e infraestrutura, e controle do comércio de artigos sacros.

Em 13 de maio de 1928 é lançada a primeira pedra para a construção da Basílica de Nossa Senhora do Rosário, seguindo um projeto de Gerardus Samuel van Krieken. Em 26 de junho o bispo de Leiria preside pela primeira vez a uma cerimónia oficial na Cova da Iria. Por esta altura, prevendo-se a futura ampliação do complexo, iniciam-se esboços mais consistentes de um ordenamento urbanístico e arquitetónico da área, elaborados por Luís Cristino da Silva e Ernesto Korrodi, que criaram uma planta urbanística geral baseada na forma da cruz. Para a Cova da Iria, António de Aguiar e José de Lima Franco criaram outro projeto, mas também esses planos não foram implementados na sua totalidade, continuando o santuário a crescer desorganizadamente. Surge uma capela para missas e equipamentos de assistência hospitalar e apoio a retiros, e delimitam-se os locais do pórtico de entrada, de outras ruas, da fonte e outras edificações.

Oficialização do Santuário

A 13 de outubro de 1930, o Bispo de Leiria, D. José Alves Correia da Silva, após o encerramento do processo canónico iniciado em 1922, declarou as aparições da Virgem Maria em Fátima como dignas de crédito e aprovou o culto mariano sob a invocação de "Nossa Senhora do Rosário de Fátima". A primeira fase da vida do santuário, quando as iniciativas ainda careciam de um norte definido, encerrou em 1940 com a ereção canónica da Fábrica do Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, entidade jurídico-administrativa autónoma, marcando a oficialização do local como um santuário de facto e de jure. A partir de então a Fábrica seria responsabilizada por toda a administração e pelas novas construções, e representaria os interesses da Igreja junto à sociedade civil no tocante ao santuário. Isso foi possível graças à regularização das relações entre a Igreja e o Estado Português ocorrida no mesmo ano através da Concordata de 1940, com a qual a Igreja se libertava da ingerência das autoridades civis nos seus assuntos e era reconhecida como instituição possuidora de personalidade jurídica, habilitada para a posse e gestão do seu próprio património. O primeiro reflexo desta nova situação foi a transferência para a Fábrica, no ano seguinte, de todos os bens e terras do santuário, que até então estavam em nome dos padres Agostinho Marques Ferreira, Manuel Nunes Formigão e Manuel Marques dos Santos, e de outros particulares. Ainda em 1941, o santuário adquiriu autonomia em relação à paróquia de Fátima e o capelão passou a assumir a função oficial de reitor.

Em 1942, o 25.º aniversário das aparições é celebrado com uma grande peregrinação. Em 1945, na tentativa de se corrigir erros e ordenar a constante ampliação do complexo, o Conselho das Obras Públicas aprovou um Anteplano de Urbanização de Fátima. Assim como os outros projetos anteriores, também este não foi implementado completamente, permanecendo o problema básico de desorganização urbanística, que persistiria ainda por muitos anos. Enquanto o santuário crescia, formava-se uma vila nas redondezas, atraindo pessoas que de alguma forma estavam envolvidas com suas atividades ou se ocupavam num comércio de bens e artigos voltados principalmente para os peregrinos. Segundo Patrick da Silva, "um facto é que Fátima cresceu, mas não conseguiu acompanhar o seu crescimento ao longo dos anos, continuando-se a verificar a inexistência de saneamento básico, equipamentos e vias. Ao mesmo lado de uma população da qual as condições de vida não melhoraram".

Expansão e reconhecimento

A 13 de maio de 1946, o cardeal Bento Aloisi Masella, legado pontifício, coroa solenemente a imagem de Nossa Senhora de Fátima. Em 1950, por ocasião da celebração do Ano Santo, o santuário passou por uma importante remodelação. Foram adquiridas grandes áreas de terreno para a sua expansão, o pórtico com colunata original desapareceu, os terrenos do recinto foram nivelados, foram abertas novas ruas, algumas construções foram demolidas e foi prevista a construção de novos alojamentos e estruturas de apoio para os peregrinos e de uma outra colunata nas zonas laterais da Basílica. Nas décadas seguintes foram elaborados diversos planos urbanísticos para a área do santuário. No entanto, nenhum chegaria a ser integralmente aplicado e alguns nem sequer foram usados, o que foi um factor principal para a ausência de disciplina e rigor no crescimento do complexo ao longo do século XX.

Em 13 de março de 1951 os restos mortais de Jacinta Marto são trasladados do cemitério de Fátima para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário e, a 13 de março do ano seguinte, são trasladados para esse mesmo local os restos mortais do seu irmão, Francisco Marto. A sagração desse templo tem lugar em 7 de outubro de 1953, tendo-lhe o papa Pio XII concedido o título de basílica em novembro do ano seguinte. Construído com contribuições de católicos húngaros, em 12 de agosto de 1956 é inaugurado em Valinhos o monumento comemorativo da quarta aparição, que se afirma ter ocorrido em 19 de agosto de 1917 naquele lugar. Em 13 de junho de 1956 é colocada no nicho da fachada da basílica a grande estátua do Imaculado Coração de Maria, oferta de católicos norte-americanos.

Em 21 de julho de 1958 inicia-se uma nova fase na vida do santuário com a criação, por decreto do papa Pio XII, do Conselho Nacional do Santuário de Fátima, composto pelos metropolita portugueses e pelo bispo de Leiria, tendo o patriarca de Lisboa como presidente nato. Se por um lado este ato reconheceu a importância do santuário no contexto português, por outro ele acarretou uma certa perda de autonomia administrativa, pois o corpo consultivo agora passava a ter ingerência na condução dos assuntos pastorais, na fiscalização financeira e nos programas construtivos. No entanto, após alguns anos o Conselho deixou de atuar. A importância do santuário foi enfatizada pela Santa Sé em 21 de novembro de 1964, quando o Papa Paulo VI, no encerramento da terceira sessão do Concílio Ecuménico Vaticano II, anunciou a concessão da Rosa de Ouro ao Santuário de Fátima. A Rosa de Ouro foi entregue pelo legado pontifício cardeal Fernando Cento em 13 de maio de 1965. Em 13 de maio de 1967 Paulo VI visitou o santuário, no cinquentenário da primeira aparição, para pedir a paz no mundo e a unidade da Igreja.

A fama do local como centro de devoção trazia um crescente número de peregrinos, exigindo a adaptação das instalações, ocorrendo a partir da década de 1960 o alargamento e regularização do recinto, a construção da colunata, de arruamentos e da praça de Santo António, a remodelação do hospital, a ligação às redes de distribuição de água e eletricidade, entre outras obras. Foi também criada uma secretaria permanente, uma assessoria de imprensa, um serviço de atendimento a turistas e estrangeiros e iniciou-se a formação de coleções arquivísticas, bibliográficas e museológicas.

A Voz da Fátima é o jornal oficial do Santuário com carácter formativo e informativo. A sua génese remonta a 13 de outubro de 1922. Em 13 de março de 1974 passou a ser propriedade do Santuário, onde ficariam a funcionar, daí por diante, os serviços de redação e administração. Atualmente, com uma tiragem média de 60 000 exemplares e uma periodicidade mensal a cada dia 13, é editado em português e tem distribuição gratuita. O formato da publicação sofreu algumas alterações gráficas desde o primeiro número e atualmente tem 12 páginas.

Da década de 1970 até à atualidade

Em 13 de fevereiro de 1973, foi nomeado reitor do santuário o monsenhor Luciano Guerra. O seu reitorado estender-se-ia até 2008, o mais longo na história do santuário, tendo sido marcado por uma série de inovações e intervenções significativas no espaço e na gestão do santuário. O crescimento do complexo e das suas atividades nas décadas anteriores ultrapassava já as capacidades de uma administração fortemente centralizada, como até então vigorava. Foi reorganizada toda a estrutura administrativa, tendo sido criados conselhos e secretarias setoriais especializados. A Capelinha das Aparições e o Presbitério do recinto de oração foram renovados, os hospitais e casas de retiros de Nossa Senhora do Carmo e Nossa Senhora das Dores foram remodelados ou receberam novos usos e deu-se início à construção do Centro Pastoral Paulo VI. Foram construídos a Basílica da Santíssima Trindade, o alpendre que protege a Capelinha das Aparições e o monumento que hoje integra um módulo do Muro de Berlim. Os edifícios e espaços foram enriquecidos por grande quantidade de obras de arte contemporânea de artistas consagrados. Nos anos finais de sua gestão Guerra aprovou novos estatutos para o santuário, que oficializaram a grande reestruturação organizacional que ele promoveu e definiram as relações com as instâncias eclesiásticas superiores, e em 2008 foi sucedido na reitoria pelo bispo D. Virgílio Antunes. Complementando o trabalho de seu antecessor, Antunes dotou a instituição de um regulamento interno e expandiu a estrutura administrativa.

Neste intervalo, diversos eventos importantes tiveram lugar no santuário. Em 13 de maio de 1982, o Papa João Paulo II faz a primeira visita ao santuário para agradecer à Virgem ter sobrevivido à tentativa de assassinato em 13 de maio de 1981. Em 28 de março de 1984, João Paulo II, em união com os bispos do mundo inteiro, faz na Praça de São Pedro, no Vaticano, a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria. A consagração é feita perante a estátua da Virgem de Fátima, que é transportada do santuário especificamente para a consagração. João Paulo II entregou ao então Bispo de Leiria-Fátima, D. Alberto Cosme do Amaral, a bala que o tinha atingido no atentado. Esta bala foi posteriormente encastoada na coroa da estátua, onde permanece até hoje. Em 13 de maio de 1991, João Paulo II visita Fátima pela segunda vez no 10.º aniversário do atentado.

Em 12 e 13 de outubro de 1996, o Cardeal Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e futuro Papa Bento XVI, visita o santuário, onde preside à Peregrinação Internacional Aniversária de Outubro. Em 13 de maio de 2000, o papa João Paulo II visita Fátima pela última vez para a cerimónia de beatificação dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto. Aí se encontra pela última vez com a Irmã Lúcia. O cardeal Ângelo Sodano, no final da solene concelebração eucarística presidida por João Paulo II, expõe uma súmula do Terceiro segredo de Fátima. Lúcia dos Santos morre em Coimbra, no Carmelo de Santa Teresa, em 13 de fevereiro de 2005. Em 19 de fevereiro do ano seguinte os seus restos mortais são trasladados para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário, em Fátima, onde é sepultada junto dos seus primos, Francisco e Jacinta Marto.

Papa Francisco em Fátima (2017)
Chegada do Papa Francisco ao Santuário, tendo depois oferecido a 3.ª Rosa de Ouro a Nossa Senhora de Fátima na Capelinha das Aparições no dia 12 de maio de 2017.
Celebração eucarística a 13 de maio de 2017 pelo centenário das aparições de Fátima e com a canonização dos pastorinhos Francisco e Jacinta Marto.

Por ocasião do 90.º aniversário das aparições, em 12 de outubro de 2007, é inaugurada a Basílica da Santíssima Trindade pelo Secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone. Em 12 e 13 de maio de 2010, o papa Bento XVI visita o Santuário de Fátima por ocasião do 10.º aniversário da beatificação dos pastorinhos Jacinta e Francisco. O papa concede também a segunda Rosa de Ouro ao Santuário.

Em 2014 o Vaticano autorizou o Santuário de Fátima a expor ao público pela primeira vez a carta manuscrita da Irmã Lúcia em que ela revela a terceira parte do Segredo de Fátima. O documento foi apresentado na área subterrânea da Basílica da Santíssima Trindade como a peça principal da exposição intitulada Segredo e Revelação, que propôs uma reflexão sobre a terceira parte do Segredo versando sobre a sua interpretação teológica feita pelo então cardeal Ratzinger.

O Papa Francisco desloca-se como peregrino ao Santuário de Fátima a 12 e 13 de maio de 2017, com o propósito da celebração do centenário das aparições da Virgem Maria. No dia 12 concede a 3.ª Rosa de Ouro ao Santuário, colocando-a aos pés da imagem de Nossa Senhora de Fátima na Capelinha das Aparições. No dia 13 preside à celebração eucarística e canoniza os pastorinhos Francisco e Jacinta Marto. Os dois irmãos são os mais jovens santos não mártires na história da Igreja Católica.

Lugares de culto

Os lugares de culto constituem a essência do santuário; neles se concentram os milhares de peregrinos que regularmente afluem a Fátima. De entre todos, a Capelinha das Aparições é considerada o "coração" do santuário e situa-se no lado norte do vasto Recinto de Oração. Pontuado pelo Monumento ao Sagrado Coração de Jesus, este recinto ao ar livre prolonga-se a poente pela Praça de João Paulo II e ocupa a posição central de todo o complexo, unindo os principais locais de culto e acolhendo a multidão de peregrinos presentes nos dias de grande celebração. Os topos oriental e ocidental deste espaço são ocupados pelos dois grandes templos do santuário: a Basílica de Nossa Senhora do Rosário (ladeada pela Colunata), e a Basílica da Santíssima Trindade (que integra o edifício principal e os espaços subterrâneos da Galilé dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo e capelas anexas).

Capelinha das Aparições

Ver artigo principal: Capelinha das Aparições

A Capelinha das Aparições está localizada no lugar da Cova da Iria, em pleno recinto do Santuário de Fátima. Foi construída em resposta ao pedido de Nossa Senhora ("Quero que façam aqui uma capela em minha honra"), no local exato das aparições, pelo pedreiro Joaquim Barbeiro, entre 28 de abril e 15 de junho de 1919. É um modesta edificação em pedra e cal, de pequenas dimensões, "alpendrada e telhada ao modo tradicional da pequena capela rústica". A 13 de outubro de 1921 foi celebrada missa pela primeira vez junto à capelinha, que sofreria danos ao ser dinamitada na madrugada de 6 de março do ano seguinte; após restauro, a capela foi reinaugurada em 13 de janeiro de 1923. Embora tenha sido sujeita a algumas reparações no decorrer dos anos, a capelinha manteve as suas características originais, preservando os traços de uma pequena ermida popular.

Junto à capelinha encontra-se exposta para veneração pública a imagem original de Nossa Senhora de Fátima, oferta de Gilberto Fernandes dos Santos. Foi encomendada à oficina de Américo Fânzeres, de Braga, tendo sido realizada por José Ferreira Thedim; é uma obra em madeira (cedro do Brasil), mede 1 metro e 37 centímetros de altura e pesa 19 quilos. A 13 de maio de 1920 a imagem foi benzida na Igreja Paroquial de Fátima pelo Reverendo Padre António de Oliveira Reis, arcipreste de Torres Novas; e seria entronizada na Capelinha das Aparições em 13 de junho do mesmo ano.

Esta imagem tem uma importância excepcional no imaginário mariano, sendo considerada por Marco Daniel Duarte "o mais divulgado modelo iconográfico mariano da época contemporânea, presente em quase todos os templos católicos do mundo". Como não havia um modelo específico para a Senhora de Fátima, sendo uma aparição inédita, foi buscada inspiração em instruções dadas pela vidente Lúcia ao padre Manuel Nunes Formigão, utilizando-se também, segundo Duarte, elementos presentes numa Nossa Senhora da Imaculada Conceição pintada num retábulo do transepto da Sé de Leiria, datada do século XVIII ou XIX, e numa imagem de Nossa Senhora da Lapa publicada no catálogo da Casa Estrela, do Porto, cujo original se encontra na igreja de Labruja de Ponte de Lima, na Diocese de Viana do Castelo, de autoria de A. A. Estrella, e datada de 1908. A partir desses protótipos, foram acrescentados elementos que caracterizassem claramente a aparição. A imagem resultante, finalizada em 1920, foi logo reproduzida em estampas e largamente distribuída, mas de acordo com comentários da vidente Lúcia, ela não parecia muito fiel à sua visão, considerando-a sobrecarregada de mantos e excessivamente ornamentada, contrastando com a simplicidade da senhora que vira. Na década de 1950 o autor José Thedim consultou Lúcia e fez algumas intervenções na estátua, removendo as sandálias, simplificando as vestes e retocando a face. Em 2013 a estátua passou por trabalhos de conservação, sendo substituída temporariamente por uma réplica. A imagem seria ao longo dos anos muito reproduzida, e daria origem a uma fértil descendência derivativa em esculturas, relevos, gravuras e pinturas, onde se encontram imagens em variadas posturas e com variados adereços, que ora se afastam e ora se aproximam do modelo primitivo, destacando-se nesta rica população iconográfica os tipos da Virgem Peregrina e do Coração Imaculado de Maria de Fátima. Artistas importantes valeram-se do modelo geral para criar as suas próprias composições, entre eles Ernesto Canto da Maia, Leopoldo de Almeida, António da Costa, Raul Xavier, Almada Negreiros, António Teixeira Lopes e Clara Menéres.

A coroa de ouro que a imagem ostenta apenas nos dias das grandes peregrinações e outras ocasiões excepcionais foi oferecida por um grupo de mulheres portuguesas a 13 de outubro de 1942, em ação de graças por Portugal não ter entrado na Segunda Guerra Mundial. Foi executada gratuitamente por 12 artesãos em Lisboa durante três meses. Pesa 1,2 quilogramas e contém 313 pérolas e 2679 pedras preciosas. Em 1989 foi nela encastoada uma bala oferecida pelo Papa João Paulo II, aquela que o atingiu no atentado de que foi vítima na Praça de São Pedro, no Vaticano, a 13 de maio de 1981, como sinal de agradecimento à Virgem Maria por lhe ter salvo a vida. O pedestal que suporta a imagem marca o sítio exato onde estava a pequena azinheira sobre a qual a aparição se revelou aos três pastorinhos de Fátima a 13 de maio, junho, julho, setembro e de outubro de 1917.

Em 1982 foi construído um vasto alpendre para envolver e proteger a capelinha e os peregrinos. Da autoria do arquiteto José Carlos Loureiro, trata-se de uma obra marcadamente modernista que contrasta com o caráter tradicional da pequena capela. A nova edificação foi inaugurada a 12 de maio de 1982 por ocasião da visita do Papa João Paulo II ao Santuário de Fátima. Em 1988, declarado Ano Mariano pela Santa Sé, todo o teto foi forrado com pinho proveniente da Sibéria (foi escolhido este tipo de madeira devido à sua durabilidade e leveza).

Basílica de Nossa Senhora do Rosário

Ver artigo principal: Basílica de Nossa Senhora do Rosário

A Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima (ou, de modo abreviado, "Basílica do Rosário") é um dos edifícios mais icónicos do santuário. Foi erguida no local onde os três pastorinhos brincavam quando, no dia 13 de maio de 1917, viram o clarão que antecedeu a primeira aparição da Virgem Maria. O início da construção da basílica data de 1928, tendo a sagração ocorrido a 7 de outubro de 1953. Em 1954, foi-lhe concedido o título de Basílica Menor pelo Papa Pio XII. O projeto foi concebido por Gerardus Samuel van Krieken, um arquiteto holandês radicado em Portugal, e continuado por João Antunes após o falecimento de van Krieken. Estilisticamente alheia aos primeiros alvores do modernismo em território português, trata-se de uma obra de cariz revivalista (neobarroco) que iria marcar a definição de um vocabulário arquitetónico para a área da arquitetura religiosa. Esta edificação está sintonizada com as vias de tipo conservador e historicista que dominaram grande parte da arquitetura oficial do período do Estado Novo.

O templo foi estrategicamente implantado no ponto mais alto da área; esse desejo de destaque seria acentuado através da imponência da torre sineira, em posição central e com 65 metros de altura. A articulação espacial do interior foi pensada de modo a acolher equilibradamente um grande número de assembleias e liturgias em diversas celebrações. De planta simétrica, a basílica é constituída por uma única nave coberta por abóbada de canhão e com galeria lateral sobrelevada, capela-mor ampla, transepto, dez capelas laterais e duas sacristias (uma das quais, a Capela de São José, foi convertida em lugar de culto). Mede 70,5 metros de comprimento e 37 de largura e foi integralmente construída com pedra calcária da região denominada branco de mar (o que confere uma particular luminosidade ao interior), sendo a abóbada da nave suportada por uma estrutura em betão armado; os altares são em mármore de Estremoz, de Pero Pinheiro e de Fátima.

O presbitério foi remodelado em 1995 sob traça sob do arquiteto Erich Corsepius. Ao centro situa-se o altar, em pedra, para onde foi transferido o frontal de prata do altar primitivo em que está representada a Última Ceia de Cristo. O ambão, a peanha de Nossa Senhora e a cadeira da presidência são feitos em pedra idêntica à do altar. O sacrário, tal como o frontal do altar, é de prata lavrada. O quadro do retábulo é obra do pintor João de Sousa Araújo e representa a mensagem de Nossa Senhora. O órgão, originalmente construído em 1952, foi alvo de profundas obras de restauro e reconstrução em 2015, contando no presente com cerca de 90 registos e 6,5 mil tubos.

Na capela do braço esquerdo do transepto, onde repousam os restos mortais de Santa Jacinta Marto e da Irmã Lúcia, foi integrado um monumento de homenagem a Jacinta da autoria da escultora Clara Menéres. Na capela situada no extremo oposto do transepto estão depositados os restos mortais do Beato Francisco, cuja imagem é obra do escultor José Rodrigues.

A fachada principal, virada a sudoeste, é marcada pela torre sineira, rematada por uma coroa em bronze e encimada por uma cruz iluminada. O carrilhão é composto por 62 sinos e os mosaicos da fachada (monograma de Nossa Senhora do Rosário de Fátima e representação da Santíssima Trindade a coroar Nossa Senhora) foram executados nas Oficinas do Vaticano. Os anjos, em mármore, são da autoria de Albano França e a estátua do Imaculado Coração de Maria (localizada no nicho da torre), é obra do padre e escultor americano Thomas McGlynn. Em posição frontal à basílica foi instalada uma grande tribuna, enquadrada pela colunata, com altar, presidência, ambão e bancos para os concelebrantes.

Ao longo dos anos o interior da basílica teve contribuições de outros artistas, nomeadamente as seguintes: baixos-relevos em bronze com representações dos mistérios do Rosário nos altares laterais, da autoria de Martinho de Brito (dourados por Alberto Barbosa); alto-relevo de Maximiano Alves na abóbada da capela-mor; vitrais de João de Sousa Araújo nos altares laterais com representações da ladainha de Nossa Senhora; mosaico no arco cruzeiro, executado nas oficinas do Vaticano, onde se lê «Regina Sacratissimi Rosarii Fatimae Ora Pro Nobis» (Rainha do Sacratíssimo Rosário de Fátima, rogai por nós); 15 painéis em mosaico da autoria de Fred Pittino nas paredes laterais representando a Via-sacra.

Como preparação das cerimónias de celebração do Centenário das Aparições de Fátima, para as quais foi confirmada a presença do Papa Francisco nos dias 12 e 13 de maio de 2017, a basílica foi alvo de importantes obras de limpeza, conservação, restauro e requalificação de alguns espaços.

Colunata

A colunata do Santuário de Fátima é um conjunto arquitetónico que liga a Basílica de Nossa Senhora do Rosário aos edifícios construídos de cada lado do Recinto de Oração (a Casa de Retiros de Nossa Senhora das Dores e a Casa de Retiros de Nossa Senhora do Carmo, assim como respetivas capelas e outras divisões do santuário), completando o enquadramento do lado nascente do Recinto de Oração. É uma obra do arquiteto António Lino (1914-1961), de uma monumentalidade classizante, pesada e tradicional, esteticamente consonante com o caráter revivalista e eclético da basílica. Precedida por extensa escadaria (configurando um amplo anfiteatro), o seu interior acolhe 14 retábulos com representações das estações da Via Sacra, executadas em cerâmica policromada, da autoria do ceramista Lino António (1898-1974).

Dezassete estátuas em mármore encimam a colunata. Representam alguns santos portugueses, alguns fundadores de ordens e congregações religiosas e ainda outros apóstolos da devoção a Nossa Senhora, sendo todas da autoria de escultores portugueses, alguns dos quais de prestígio no panorama artístico português. As estátuas de maior dimensão medem 3,20 metros representam quatro santos portugueses: São João de Deus (Álvaro de Brée); São João de Brito (António Duarte); Santo António de Lisboa (Leopoldo de Almeida); São Nuno de Santa Maria (Salvador Barata Feyo).

As estátuas mais pequenas medem 2,30 metros e representam Santa Teresa de Ávila (Maria Amélia Carvalheira da Silva), São Francisco de Sales (Maria Amélia Carvalheira da Silva), São Marcelino Champagnat (Vasco da Conceição), São João Baptista de La Salle (Vítor Marques), Santo Afonso Maria de Ligório (Maria Amélia Carvalheira da Silva), São João Bosco (José Manuel Mouta Barradas) e São Domingos Sávio (José Manuel Mouta Barradas), São Luís Maria Grignion de Montfort (Domingos Soares Branco), São Vicente de Paulo (José Sousa Caldas), São Simão Stock (Maria Amélia Carvalheira da Silva), Santo Inácio de Loyola (Maria Amélia Carvalheira da Silva), São Paulo da Cruz (Jaime Ferreira dos Santos), São João da Cruz (Maria Amélia Carvalheira da Silva) e Santa Beatriz da Silva (Maria Irene Vilar).

Capela do Sagrado Lausperene

A Capela do Sagrado Lausperene está situada ao fundo da colunata sul; foi inaugurada no dia 1 de janeiro de 1987 e integra vitrais de Rolando Sá Nogueira. A adoração permanente ao Santíssimo Sacramento aí realizada durante mais de vinte anos foi transferida para a Basílica da Santíssima Trindade (Capela do Santíssimo Sacramento) em maio de 2008.

Basílica da Santíssima Trindade

Ver artigo principal: Basílica da Santíssima Trindade

A Basílica da Santíssima Trindade é a mais recente construção do complexo do santuário, sendo dedicada ao culto da Santíssima Trindade. A escolha da dedicação da basílica à Santíssima Trindade deve-se às aparições do Anjo da Paz, com o seu insistente convite à adoração a Deus, Santíssima Trindade; às palavras de João Paulo II em maio de 1982, proferidas na Capelinha das Aparições, pelas quais elevou a sua ação de graças à Santíssima Trindade; e também ao Grande Jubileu do Ano 2000, também dedicado à Santíssima Trindade.

A intenção de construir um novo templo no Santuário de Fátima remonta a 1973, quando se constatou que a Basílica de Nossa Senhora do Rosário já não tinha dimensão suficiente para acolher a totalidade dos peregrinos, em particular aos domingos e outros dias de média afluência. Em 1997, o santuário organizou um concurso internacional para a conceção de um novo edifício junto à Praça de Pio XII, com uma escala adequada às necessidades reais. O lançamento da primeira pedra teve lugar em 6 de junho de 2004, dia da Solenidade da Santíssima Trindade. A construção foi concluída em 2007, tendo a igreja sido dedicada em 12 de outubro desse ano pelo cardeal Tarcisio Bertone, então Secretário de Estado do Vaticano e legado de Bento XVI para o encerramento do 90.º aniversário das aparições. A 13 de agosto de 2012, a igreja foi elevada à categoria de basílica.

O projeto de arquitetura é da autoria do arquiteto grego Alexandros Tombazis, vencedor do concurso atrás mencionado, tendo sido o engenheiro José Mota Freitas o autor do projeto da estrutura. As novas edificações foram integralmente financiadas pelos donativos dos peregrinos deixados ao santuário ao longo dos anos. Com um caráter arquitetónico marcadamente contemporâneo, o complexo pode ser dividido em dois planos: um primeiro, ao nível do solo, onde se localiza a assembleia, e um outro, subterrâneo, designado por Área da Reconciliação, que integra a Galilé dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo e um conjunto de capelas anexas a esse espaço. A basílica conta com um total de 8 633 lugares sentados e 40 000 m² de área, sendo considerada o quarto maior templo católico do mundo em capacidade. Apesar da vastidão da sua escala, acolhe confortavelmente os peregrinos ao mesmo tempo que mantém o sentimento de igreja, permitindo uma vista panorâmica da totalidade do seu interior e fornecendo a monumentalidade desejada. Ao descrever o programa do projeto, o reitor Luciano Guerra explicita um dos grandes objetivos a cumprir: "Nós tínhamos pedido que no interior a assembleia se pudesse sentir, digamos, que cada um, presente, pudesse sentir os outros membros da assembleia, portanto que pudessem ver-se e ouvir, sem impedimentos visuais nem auditivos. Aquela forma circular é de facto a que mais convém às pessoas para se sentirem unidas".

"Um enorme par de vigas em arco guia-nos do portão principal que dá acesso direto à entrada do átrio aberto e iluminado da Igreja que alberga quase 10 000 crentes. Não há nada que recorde o antigo carácter ibérico de espaço escuro dos interiores de igreja, com a sua mística incidência de luz. Em vez disso, temos um espaço invulgarmente claro, quase metafísico, que em vez das orações de penitência, convida isso sim à meditação sobre o Segredo de Fátima. A vista axial e apertada para o altar, a partir da entrada, vai-se desdobrando até se diluir, à medida que se vai entrando na Igreja. O aspeto fechado e compacto do corpo do edifício (o edifício não tem janelas) dá logo a seguir lugar à claridade do interior. Visto de longe, o edifício mais parece um disco. Não se vê logo que se trata de uma igreja. Não existe um campanário".

A Basílica da Santíssima Trindade tem uma altura de 18 metros. De configuração circular (com 125 metros de diâmetro), apresenta um espaço interior unificado, liberto de apoios estruturais intermédios, sendo a cobertura suportada por duas vigas contínuas em betão com uma altura máxima de 21,15 metros e um vão livre de 80 metros. O interior é divisível em dois setores através de uma parede amovível e integra doze portas laterais, em bronze, dedicadas aos Apóstolos; a porta central, de 64 m² é também em bronze e dedicada a Cristo. O presbitério tem capacidade para cerca de 100 concelebrantes. O edifício é totalmente dominado pela cor branca, tanto no que respeita às vigas, de betão branco à vista, como nos restantes elementos construtivos (revestidos com pedra da região de Fátima, conhecida por "branco do mar").

Algumas obras de artistas plásticos nacionais realizadas para o santuário antes da edificação da Basílica da Santíssima Trindade encontram-se hoje instaladas nas duas praças adjacentes à basílica (Praças de Pio XII e de João Paulo II). A edificação do novo templo contou com a colaboração de um grupo de artistas plásticos de diversas nacionalidades e com contributos diversificados, nomeadamente os seguintes: catorze estações da Via Lucis, do artista italiano Vanni Rinaldi; imagem de Nossa Senhora de Fátima localizada no interior da igreja, em mármore de Carrara (3 metros de altura), do escultor italiano Benedetto Pietrogrande; painel do Presbitério, em terracota dourada com 500 m², por um grupo de artistas, especializados em arte litúrgica provenientes de oito nações, com autoria do artista plástico esloveno P. Marko Ivan Rupnik; estátua do papa João Paulo II, localizada a noroeste da igreja, do escultor polaco Czeslaw Dzwigaj; execução da Cruz Alta, localizada no exterior da igreja, em aço, com 34 metros de altura, do escultor alemão Robert Schad; escultura suspensa no pórtico de entrada de autoria da artista cipriota Maria Loizidou; porta principal em bronze, com 8 metros de altura, e painéis do Rosário, pelo artista plástico português Pedro Calapez; painéis de vidro com citações bíblicas grafadas em vinte e seis línguas, pelo artista canadiano Kerry Joe Kelly; portas laterais, em bronze, com 8 metros de altura, dedicadas aos doze Apóstolos, com texto bíblico gravado na bandeira superior, com grafismo da autoria do artista português Francisco Providência; crucifixo em bronze, suspenso sobre o altar, pela artista irlandesa Catherine Green.

Em abril de 2008, o Prémio Secil de Engenharia Civil 2007 foi atribuído a José Mota Freitas pela conceção estrutural da basílica. Também o prémio «Outstanding Structure 2009» (Excelente Estrutura 2009), foi atribuído a esta edificação pela Associação Internacional para a Engenharia de Pontes e Estruturas – IABSE (este prémio é considerado como o Nobel da Engenharia Civil, por representar o reconhecimento das mais notáveis, inovadoras, criativas ou estimulantes estruturas nos últimos anos).

Galilé dos Apóstolos São Pedro e São Paulo

A Galilé dos Apóstolos São Pedro e São Paulo é uma vasta área subterrânea de configuração longilínea e orientação norte/sul, situada entre a Basílica da Santíssima Trindade e o Recinto de Oração. Acessível por meio de duas escadarias e duas rampas, estende-se por um total de 150 metros. A parede nascente encontra-se revestida por painéis de azulejos da autoria de Álvaro Siza Vieira com representações de episódios da vida de São Pedro e de São Paulo. Da Galilé dos Apóstolos podem contemplar-se dois espelhos de água convidativos à reflexão e à interioridade. "O primeiro, do lado de São Pedro, alude à primeira criação, a criação da vida; o segundo, do lado de São Paulo, aponta para a segunda criação, o Batismo, como participação na vida nova de Cristo". A Galilé dos Apóstolos funciona como átrio comum às capelas subterrâneas, localizadas na zona da Reconciliação (Capela do Santíssimo Sacramento, Capela da Morte de Jesus, Capela da Ressurreição de Jesus, Capela do Sagrado Coração de Jesus e Capela do Imaculado Coração de Maria) e do Convivium de Santo Agostinho. O átrio da Capela da Ressurreição de Jesus e da Capela do Santíssimo Sacramento acolhe pinturas de Vanni Rinaldi abordando as diversas estações da Via Lucis.

Capelas subterrâneas

As capelas subterrâneas são acessíveis através da Galilé dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo. A Capela do Santíssimo Sacramento tem exposto para adoração o Santíssimo Sacramento. Presente no santuário desde 1 de janeiro de 1960, desde o dia 13 de julho de 2008 que o Lausperene – exposição permanente do Santíssimo Sacramento – passou a realizar-se nesta capela, que dispõe de 200 lugares sentados e é acessível durante todo o dia. O escultor Zulmiro de Carvalho foi o autor do ostensório, em prata, de 1986. As Capelas da Reconciliação – a Capela do Sagrado Coração de Jesus e a Capela do Imaculado Coração de Maria – têm respetivamente 16 e 12 confessionários e são inteiramente dedicadas à celebração do sacramento da Penitência. A Capela da Morte de Jesus, com capacidade para 600 pessoas sentadas, acolhe algumas das celebrações do programa oficial do santuário. A Capela da Ressurreição de Jesus tem 200 lugares sentados e 16 confessionários.

Recinto de Oração

O Recinto de Oração é um vasto espaço descoberto com cerca de 265 metros de comprimento que ocupa uma posição central no complexo do Santuário de Fátima. Forma um ligeiro declive e é pavimentado a alcatrão, possuindo um corredor lajeado que serve de via penitencial. É simultaneamente local de passagem e de culto, interligando as diversas unidades distribuídas à sua volta e funcionando como um espaço convidativo à interioridade e à oração. É aqui que se congregam as grandes assembleias que em Fátima se reúnem, nomeadamente a 13 de maio. Esta ampla esplanada encontra-se ladeada por frondoso arvoredo a norte e a sul, sendo circunscrita nos topos oriental e ocidental pela Basílica de Nossa Senhora do Rosário e pela Basílica da Santíssima Trindade, respetivamente. É neste espaço que se distribuem, em diferentes locais, vários monumentos e peças de escultura, como a Azinheira Grande, o Monumento ao Sagrado Coração de Jesus, o Presépio e o Módulo do Muro de Berlim.

Praça de Pio XII; Praça de João Paulo II

A nascente e a poente da Basílica da Santíssima Trindade situam-se duas praças: a Praça de João Paulo II e a Praça de Pio XII respetivamente. Embora não pertençam propriamente ao Recinto de Oração, são complementares desse espaço. A primeira, Praça de João Paulo II, funciona como prolongamento do lado ocidental do Recinto de Oração sem que exista uma clara barreira de separação entre esses dois espaços abertos, que assim se fundem, visual e funcionalmente; acolhe a estátua de João Paulo II, da autoria de Czeslaw Dzwigaj, a estátua em bronze do Papa Paulo VI, de Joaquim Correia e a nova Cruz Alta, de Robert Schad. A Praça de Pio XII integra a estátua de Pio XII, em mármore branco, de Domingos Soares Branco, e a estátua em bronze de D. José Alves Correia da Silva, primeiro bispo da diocese de Leiria, de Joaquim Correia (no lado ocidental desta praça encontra-se o Centro Pastoral de Paulo VI).

Azinheira Grande

A denominada "Azinheira Grande", uma azinheira da espécie Quercus rotundifolia lamb, é a única árvore que resta das que existiam no local das aparições. O nome é citado em vários documentos primitivos referentes às aparições, sendo mencionado como o local onde os três videntes e peregrinos se abrigavam do sol e recitavam o rosário antes das aparições subsequentes às de 13 de maio de 1917. A propriedade do terreno em que se encontra pertencia aos pais de Lúcia, tendo sido preservada durante a construção do recinto na década de 1950. A árvore tem 13,5 metros de altura e diâmetro médio da copa de 17,9 metros. Em janeiro de 2007, a Direção-Geral dos Recursos Florestais de Portugal classificou-a exemplar de interesse público.

Elementos escultóricos e monumentos

A antiga Cruz Alta foi erguida para assinalar o encerramento do Ano Santo de 1950/1951. Situava-se ao fundo do recinto de oração, onde hoje está localizada a Basílica da Santíssima Trindade, e elevava-se a uma altura de 27 metros. Foi oferecida em 2007 ao Santuário Nacional de Cristo Rei, em Almada. A atual Cruz Alta é uma obra escultórica de grande escala da autoria de Robert Schad. Construída em aço corten, foi erguida em 29 de agosto de 2007 na zona sul da Praça de João Paulo II. É uma obra imponente que se eleva a uma altura de 34 metros. Através da sua dimensão e materialidade, este crucifixo estabelece um diálogo produtivo com a forma arquitetónica da nova basílica e pertence ao conjunto de realizações sintonizadas com as vias artísticas contemporâneas que passaram a integrar o santuário nas últimas décadas. Ouçamos Robert Schad: "O meu crucifixo é (...) parte integrante de um conceito estético internacional. (...) Era suposto criar um símbolo que, na sua forma, fosse o mais simples possível, conseguisse atingir valores interculturais e não se perdesse em detalhes realistas".

A estátua do Sagrado Coração de Jesus é um monumento que se ergueu no centro do recinto de oração do santuário. Feita de bronze dourado, a estátua foi oferecida por um peregrino anónimo e benzida pelo Núncio Apostólico, Monsenhor Beda Cardinale, no dia 13 de maio de 1932. A sua localização simboliza a centralidade de Jesus Cristo na Mensagem de Fátima. O monumento foi construído sobre um poço e fontanário (com quatro saídas de águas, consideradas milagrosas), muito acorrido pelos peregrinos, sendo a zona envolvente ajardinada.

O presépio do Santuário de Fátima é de autoria do escultor José Aurélio e situa-se junto do edifício da Reitoria. A obra resultou de um concurso promovido pela Reitoria do Santuário. O conjunto escultórico foi realizado em chapa de aço, tem cinco metros de altura e cinco de largura e uma configuração triangular, em alusão à Santíssima Trindade. Foi inaugurado na noite de Natal do ano jubilar de 2000.

Um módulo de betão proveniente do muro de Berlim, demolido em novembro de 1989, foi oferecido ao santuário e recorda os acontecimentos históricos que levaram à reunificação da Alemanha e ao termo do mundo fraturado que emergiu depois do fim da Segunda Guerra Mundial. Pesando 2 600 quilos e medindo 3,60 metros de altura e 1,20 metros de largura, foi inaugurado a 13 de agosto de 1994. O arranjo do monumento é do arquitecto José Carlos Loureiro.

Na proximidade do módulo do Muro de Berlim localiza-se um monumento-memorial dedicado ao cónego Dr. Manuel Nunes Formigão e ao padre Prof. Dr. Luís Fischer, dois presbíteros ligados aos fundamentos da historiografia das aparições de Fátima e da difusão da sua mensagem. O monumento é da autoria de Graça Costa Cabral e foi inaugurado no dia 13 de outubro de 1998, sendo constituído por sete painéis de granito verde-pérola.

Um terço de grandes dimensões da autoria de Joana Vasconcelos foi inaugurado à entrada da Basílica da Santíssima Trindade no dia 9 de maio de 2017, obra encomendada no âmbito das comemorações do Centenário das Aparições. Foi também inaugurado um monumento ao Imaculado Coração de Maria evocativo da visita do Papa Francisco pela mesma ocasião do Centenário das Aparições.

Valinhos

Ver artigo principal: Valinhos (Fátima)

No lugar dos Valinhos, os principais locais de visita por parte dos peregrinos do Santuário de Fátima são o percurso pedestre da Via Sacra, iniciado a partir da Rotunda dos Pastorinhos (Rotunda Sul de Fátima), no qual, entre a oitava e nona estações fica o local onde ocorreu a quarta aparição de Nossa Senhora a 19 de agosto de 1917. O monumento que assinala essa aparição mariana, assim como, mais adiante, a Capela dedicada a Santo Estevão e as esculturas do Calvário (chamado de Calvário Húngaro), foram construídos com donativos de católicos húngaros. Assinale-se ainda o monumento situado na Loca do Cabeço, o local onde primeiro apareceu o Anjo da Paz.

Via Sacra no Caminho dos Pastorinhos

A Via Sacra dos Valinhos, por vezes também chamada de Via Sacra Húngara, inicia-se na rotunda Sul da Cova da Iria, atravessa a zona dos Valinhos e termina em Aljustrel, acompanhando o percurso que os videntes faziam entre Aljustrel e a Cova da Iria quando iam apascentar os rebanhos. A ideia partiu de refugiados húngaros como um voto pela libertação da Hungria do domínio comunista. O primeiro bispo de Fátima concedeu a autorização para a construção em 16 de julho de 1956. Originalmente a Via Sacra foi concebida para instalação na parte traseira da Basílica, mas com a criação da Via Sacra de azulejos no interior da Colunata o projeto foi deslocado para sua atual localização. O itinerário passa pelas tradicionais 14 estações que representam a paixão de Jesus, e culmina em uma cena adicional representando a crucificação no monte do Gólgota. Os relevos das cenas foram lavrados em granito pela artista Maria Amélia Carvalheira da Silva, que retirou inspiração das visões da Beata Anna Catarina Emmerich, relatadas em livro por Clemens Brentano (1778-1842).

Capela de Santo Estevão e Calvário Húngaro

A Capela de Santo Estevão e o Calvário Húngaro, cuja denominação oficial é Calvário Cardeal Mindszenty, são os pontos finais da Via Sacra dos Valinhos. O calvário está instalado no terraço sobre a capela. Antigamente mais frequentados por estrangeiros, nos últimos anos têm-se tornado populares também entre os romeiros portugueses. A capela foi construída por refugiados húngaros e foi dedicada ao rei Estêvão I da Hungria, venerado como santo padroeiro desse país, tendo a sua pedra fundamental sido lançada em 11 de agosto de 1964. Foi reformada em 1994, incluindo mosaicos que representam as aparições na Cova da Iria, as Sete Dores de Nossa Senhora e a consagração da nação húngara a Maria. Para Marco Daniel Duarte, Diretor do Serviço de Estudos e Difusão do Santuário de Fátima, "o Calvário Húngaro (...) é uma bandeira identitária do sentir político e espiritual dos húngaros da diáspora". A finalidade da construção do conjunto da Capela e do Calvário "era a esperança dos refugiados da Hungria de, através deste ato, alcançarem por intercessão de Nossa Senhora de Fátima a liberdade para a sua Pátria". Nesta área também foi erguida em 2015 uma estátua do padre húngaro Luís Kondor, um dos principais apoiadores da causa de beatificação de Francisco e Jacinta Marto, comemorando os 50 anos da construção do Calvário Húngaro. O monumento foi criado pelo arquiteto João de Sousa Araújo, resultado de uma iniciativa conjunta da Associação Portugal-Hungria para a Cooperação e da Embaixada da Hungria em Portugal.

Monumento a Nossa Senhora nos Valinhos

O monumento comemora a aparição de Nossa Senhora a 19 de agosto de 1917 nos Valinhos, e foi instalado nesse mesmo local. Foi financiado por católicos húngaros e inaugurado a 12 de agosto de 1956. A estátua de Nossa Senhora foi esculpida por Maria Amélia Carvalheira da Silva e o nicho em que se encontra foi arquitetado por António Lino e é um dos pontos obrigatórios de peregrinação nos roteiros do Santuário de Fátima.

Loca do Cabeço (ou Loca do Anjo)

A Loca do Cabeço localiza-se numa antiga propriedade da família dos videntes e foi o local onde primeiro apareceu o anjo que se identificou como Anjo da Paz ou Anjo de Portugal, pedindo aos três pastorinhos que rezassem, pois "os Corações de Jesus e de Maria estão atentos à voz das vossas súplicas". Ao contrário dos locais das aparições marianas, a Loca do Cabeço ainda tem um envolvimento pouco edificado, e a aparição do anjo é marcada por um grupo escultórico representando-o junto com os três pastorinhos de Fátima ajoelhados em oração, obra de Maria Amélia Carvalheira da Silva, que foi rodeado por uma grade projetada por Domingos Soares Branco.

Espaços culturais

Museu do Santuário de Fátima

O Museu do Santuário de Fátima tem como objetivo a preservação e conservação do espólio de arte sacra do santuário, dos ex-votos e ofertas dos peregrinos, documentos históricos, artísticos e etnográficos e testemunhos de peregrinações. O museu foi criado em 13 de agosto de 1955 por decreto episcopal de José Alves Correia da Silva, bispo de Leiria. Entre as peças de destaque estão a coroa da estátua de Nossa Senhora de Fátima que tem incrustada a bala que atingiu João Paulo II em 1981 e as diversas ofe

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Dicas e Sugestões
Nabil Bazzari
7 de june de 2017
Amazing visit
Keph Ionnessa
31 de may de 2016
Blessed be God forever! Can't believe it's been four years since my pilgrimage here...
Pedro Manuel Alves 12 de Março de 1965
Um terra de aparições, da Nossa senhora da Nazaré Mãe de Jesus Cristo, um grande santuário, e muito bonito, um sítio maravilhoso, e milagreiro, um pedaço da minha História.
Marcelo Martins
3 de may de 2014
Lugar incrível! Lembre das pessoas que você ama e também das que precisam de orações. Havendo oportunidade levem lembrancinhas para pessoas que ainda não tiveram a oportunidade de visitar Fátima. ;)
ZeMario - Uno
16 de marcha de 2014
Um pouco mais longe do santuário... O LOCAL DO ANJO - Onde as crianças receberam a primeira e a terceira visitas do "Anjo da Paz" (Primavera e Outono de 1916). Aljustrel à Cova da Iria.
Juliana Pino
25 de august de 2016
É preciso mais de 2 horas para conhecer tudo, ver exposições e assistir uma missa. A basílica é bela! Lugar mágico e cheio de história.
9.2/10
12 656 pessoas já estiveram aqui
Ter-Wed 10:00 AM–6:00 PM
Thu 10:00 AM–5:00 PM
Fri-Sun 10:00 AM–7:00 PM

Santuário de Fátima em Foursquare

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