Ruínas em Heidelberg

Castelo de Heidelberg

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O Castelo de Heidelberg (em alemão Heidelberger Schloss) é um palácio localizado em Heidelberg, no estado de Baden-Württemberg. É uma das mais famosas ruínas da Alemanha e símbolo da cidade.

As ruínas do conjunto, um dos mais importantes edifícios renascentistas a norte dos Alpes, erguem-se 80 metros acima da base do vale, na colina norte da Königstuhl, dominando a imagem da antiga cidade.

Em posição dominante sobre o rio Neckar, o primitivo castelo medieval adquiriu a forma actual a partir de 1544. serviu como residência dos Príncipes Eleitores até à guerra de sucessão no Palatinado, quando foi destruído pelos soldados de Luís XIV de França, entre 1689 e 1693. Depois disso viria a ser restaurado apenas parcialmente.

Anton Praetorius escreveu neste castelo, no ano de 1595, a primeira descrição em latim do "1. Großen Fasses" (um de três enormes barris para 127 000 litros de vinho).

História

Até à destruição

Primeira menção

A cidade de Heidelberg foi mencionada pela primeira vez no ano de 1147, quando Conrado de Hohenstaufen é informado, juntamente com o seu meio-irmão Frederico Barbarossa, da herança do pai de ambos, Frederico, Duque da Suábia, na qual cabe ao primeiro a região do Reno francónio. Em 1155, Conrado de Hohenstaufen foi feito Conde Palatino pelo seu meio-irmão, tornando-se a região conhecida por Palatinado. A hipótese de Conrado ter instalado a sua sede na actual Schlossberg (colina do palácio), a chamada Jettenbühl, não pode ser provada.

O nome Jettenbühl, de acordo com a tradição de Hubertus Leodosius Thomas, um historiador e secretário de Frederico II, faz alusão a uma velha mulher chamada Jetta que ali terá vivido. Dois quilômetros acima de Schlierbach situa-se a Wolfsbrunnen (Nascente do Lobo) e do lado do Neckar, no Heiligenberg, localiza-se a Heidenloch (Cova do Gentio). A colina do palácio só recebeu o nome de Jettenbühl a partir do século XVI, sendo conhecida anteriormente por Colina dos Bovinos Jovens (Geltenpogel = Jungviehhügel).

A primeira menção a um castelo em Heidelberg ("castrum in Heidelberg cum burgo ipsius castri") surge em 1225, quando Luís I o tomou ao Bispo Heinrich von Worms como um feudo. O paço do castelo, tal como o Palatinado, pertencia aos Duques da Baviera desde 1214. A última menção a um só castelo é feito em 1294. Num outro documento de 1303 são mencionados, pela primeira vez, dois castelos:

  • O castelo alto, erguido na Kleinen Gaisberg, no actual Molkenkur (destruído em 1537);
  • O castelo baixo, na Jettenbühl (a localização do palácio actual).

Desta forma, os investigadores consideraram durante muito tempo que o castelo de baixo teria sido erguido entre 1294 e 1303, conclusão tirada, especialmente, pela meticulosa pesquisa efectuada, na segunda metade do século XIX, pelo gabinete de construção dos palácios (Schlossbaubüro), as quais não foram justificadas pelas ruínas de qualquer edifício datado antes do século XV. Por outro lado, graças aos recentes achados arquitectónicos e aos vestígios arqueológicos encontrados nas recentes investigações no Castelo de Heidelberg, foram descobertas sob o castelo estruturas datadas da primeira metade do século XIII. Em 1897 foi descoberta uma janela em estilo românico tardio na parede que separa o edifício do salão de vidro (Gläsernem Saalbau) do edifício de Frederico (Friedrichsbau). Em 1976, trabalhos promovidos sobre destroços de cerca de 1400 depositados no canto nordeste do edifício de Ruprecht, e a demolição da cobertura do fragmento duma janela em forma de folha de trevo, foram encontrada semelhanças com as arcadas das janelas do Burg Wildenberg. Em 1999, uma investigação arqueológica realizada em torno do edifício de Ludwig comprovou a existência duma zona de construção na área do palácio datada da primeira metade do século XIII.

Os mais antigos documentos que mencionam o Castelo de Heidelberg são:

  • O Thesaurus Pictuarum (1559-1606), de Marcus zum Lamm, membro do Conselho da Igreja do Palatinado;
  • Os "Annales Academici Heidelbergenses" (iniciados em 1587), por Pithopoeus, bibliotecário e professor de Heidelberg;
  • Os "Originum Palatinarum Commentarius" (1599), por Marquard Freher;
  • O "Teutsche Reyssebuch" (Estrasburgo, 1632 - reeditado em 1674 como Itinerarium Germaniae), por Martin Zeiller .

Todas estas obras são, em grande parte, superficiais, não contendo nada de importante. O caso é diferente no que diz respeito à Topographia Palatinatus Rheni, de Matthäus Merian (1615), obra que descreve o Príncipe-Eleitor Luís V como uma pessoa que "começou a construir um novo castelo há mais de cem anos". A maior parte das descrições do castelo até ao século XVIII são feitas com base na informação de Merian. Tentativas para fixar a fundação do castelo num periodo anterior, descobriram que, já na época de Ruperto I (1353–1356) , havia sido erguida a famosa capela da corte na Jettenbühl.

Palácio real e prisão de papas

Quando Ruperto III se tornou Rei da Germânia, em 1400, era de tal forma pequeno que quando o monarca regressou da sua coroação teve que acampar no mosteiro dos Agostinianos, no sítio da actual Praça da Universidade. O que ele desejava era mais espaço para os seus ambientes e corte de forma a impressionar os convidados, mas também defesas adicionais que tornassem o castelo numa fortaleza.

Depois da morte de Ruprecht, ocorrida em 1410, as suas terras foram divididas pelos seus quatro filhos. O Palatinado, coração seus territórios, foi dado ao seu filho mais velho, Luís III. Luís foi o representante do imperador e o juiz supremo, e foi nessa qualidade que em 1415, de acordo com o Concílio de Constança e a mando do Imperor Sigismundo, aprisionou o deposto Antipapa João XXIII antes deste ser levado para o Burgo Eichelsheim (actual Mannheim-Lindenhof).

Numa visita a Heidelberg, em 1838, o poeta francês Victor Hugo tirou um prazer especial ao passear entre as ruínas do palácio, tendo resumido a sua história na seguinte carta:

Mas deixem-me falar do seu castelo. (Isso é absolutamente essencial e eu devia ter começado por ele). Que tempos ele tem atravessado! Ao longo de quinhentos anos tem sido vítima de tudo o que tem abalado a Europa, e agora desmorona sob o seu peso. Isto porque este Castelo de Heidelberg, a residência dos Condes do Palatinado, os quais respondiam apenas a reis, imperadores e papas e tinham demasiada importância para curvar aos seus caprichos, mas não podiam erguer a cabeça sem entrar em conflito com eles, sendo por esse motivo que, na minha opinião, o Castelo de Heidelberg sempre tomou uma certa posição de oposição ao poder. Cerca de 1300, a época da sua fundação, começou com uma analogia a Tebas; no Conde Rudolfo e no Imperador Luís, esses irmãos degenerados, teve o seu Etéocles e o seu Polinice [filhos beligerantes de Édipo]. Então, o Príncipe-Eleitor começou a crescer em poder. Em 1400, o Palatino Ruprecht II, apoiado por três príncipes-eleitores renanos, depõe o Imperador Venceslau e usurpa a sua posição; 120 anos depois, em 1519, o Conde Palatino Frederico II formou o jovem Rei Carlos I de Espanha, futuro Imperador Carlos V.

Guerra Baden-Palatinado

Em 1462, no decorrer da guerra entre Baden e o Palatinado, o Eleitor Frederico I (o "Pfälzer Fritz") aprisionou no palácio o Carlos I de Baden, o bispo Jorge de Metz e o Conde Ulrico V de Württemberg. Frederico manteve os prisioneiros acorrentados e alimentados com alimentos rudes até que lhe fosse pago o resgate exigido.

O margrave Carlos I teve de pagar 25.000 florins de ouro pela libertação, tendo entregue Sponheim como penhor e declarado Pforzheim como um feudo do Palatinado. O bispo de Metz teve de pagar 45.000 florins de ouro. No entanto, o aspecto mais importante foi o facto de Frederico I do Palatinado ter garantido o seu crédito como príncipe-eleitor.

Diz a lenda que Frederico fez os seus hóspedes involuntários compreender a falta de pão às refeições mandando-os olhar, através da janela, para a paisagem devastada abaixo deles. Este episódio é contado num poema, de Gustav Schwab, intitulado Das Mahl zu Heidelberg ("A Ceia de Heidelberg").

Reforma e Guerra dos Trinta Anos

Foi durante o reinado do Conde Palatino Luís V (1508-1544) que Martinho Lutero se deslocou a Heidelberg para defender uma das suas teses (a Heidelberger Disputation), tendo prestado uma visita ao palácio, tendo sido apoiado pelo Conde do Palatinado Wolfgang, irmão de Luís V. Uma carta que envio ao seu amigo George Spalatin, datada de 18 de Maio de 1518, louva a beleza do palácio e as suas defesas.

Durante a Guerra dos Trinta Anos foram lançados pela primeira vez projécteis contra o castelo, terminando aqui, de facto, a história das construções no edifício. Os séculos seguintes trouxeram, essencialmente, destruições e reconstruções.

Em 1619, rebeliões protestantes contra o Sacro Império Romano Germânico ofereceram a coroa da Boémia a Frederico V, Eleitor Palatino, o qual a aceitou apesar das desconfianças, desencadeando a Guerra dos Trinta Anos. Depois da sua derrota na Batalha da Montanha Branca, no dia 8 de Novembro de 1620, Frederico V escapou como um foragido, tendo desmobilizado as suas tropas prematuramente, o que deixou o Palatinado indefeso contra o General Tilly, o comandante supremo da Liga Católica ao serviço do príncipe-eleitor da Baviera Maximiliano I. No dia 26 de Agosto de 1622, Tilly iniciou o seu ataque a Heidelberg, tomando a cidade a 16 de Setembro e o palácio poucos dias depois.

Quando os suecos tomaram Heidelberg, no dia 5 de Maio de 1633, e abriram fogo sobre o palácio a partir da colina de Königstuhl situada por trás dele, Tilly entregou o edifício, no dia 26 do mesmo mês. No ano seguinte, as tropas do imperador tentaram recapturar o Castelo de Heidelberg, mas isso só viria a acontecer em Julho de 1635. O palácio manter-se-ia nas mãos imperiais até à assinatura da Paz de Vestfália, tratado que poria fim à Guerra dos Trinta Anos. O novo governante, Carlos I Luís, e a sua família só se mudariam para o palácio arruinado no dia 7 de Outubro de 1649.

Victor Hugo resume estes acontecimentos e os eventos seguintes desta forma:

Em 1619, Frederico V, então um homem jovem, tomou a coroa dos Reis da Boémia, contra a vontade do imperador, e em 1687, Filipe Guilherme, Conde Palatino, então um homem idoso, assumiu o título de príncipe-eleitor, contra a vontade do Rei de França. Isto causou as batalhas de Heidelberg e tributações sem fim, a Guerra dos Trinta Anos, Gustav Adolfs Ruhmesblatt e finalmente a Guerra da Grande Aliança, a missão Turennes. Todos estes terríveis eventos degradaram o palácio. Três imperadores, Luís o Bávaro, Adolfo de Nassau e Leopoldo da Áustria, montaram-lhe cerco; Pio II condenou-o; Luís XIV devastou-o.

Destruição e transferência da Corte para Mannheim

Guerra de Sucessão do Palatinado

Depois da morte de Carlos II, Eleitor Palatino, o último descendente da linhagem da Casa do Palatinado-Simmern, Luís XIV de França ordenou a rendição do título alodial a favor da Duquesa de Orleães, Isabel Carlota, Princesa Palatina, a qual ele aclamou como herdeira legítima das terras dos Simmern. Dá-se, então, início à Guerra dos Nove Anos. No dia 29 de Setembro de 1688, as tropas francesas marcharam sobre o Palatinado e, no dia 24 de Outubro, mudaram-se para Heidelberg, cidade que havia sido abandonada por Filipe Guilherme, o novo Eleitor Palatino da linhagem do Palatinado-Neuburg.

Na guerra contra os poderes aliados europeus, o Conselho de Guerra da França decidiu-se pela destruição de todas as fortificações e pela devastação do Palatinado (Brûlez le Palatinat! - "Queimem o Palatinado!"), como forma de prevenir o ataque dos inimigos a partir dessa área. Quando os franceses se retiraram do castelo, no dia 2 de Março de 1689, incendiaram-no e destruíram a fachada da grande torre. Também foram incendiadas partes da cidade, mas a misericórdia dum general francês, René de Froulay de Tessé, que disse aos habitantes para acender pequenos fogos nas suas casas de forma a criar a ilusão de estarem a arder, preveniu maiores destruições.

Imediatamente depois da sua ascensão, em 1690, João Guilherme II mandou reconstruir as paredes e as torres. Quando os franceses alcançaram, uma vez mais, os portões de Heidelberg, em 1691 e 1692, as defesas da cidade estavam em tão bom estado que estes não conseguiram entrar. No dia 18 de Maio de 1693, os franceses investiram novamente sobre os portões da cidade, tendo-a tomado no dia 22 do mesmo mês. No entanto, não conseguiram controlar o castelo, pelo que destruiram a cidade numa tentativa de de enfraquecer a sua principal base de apoio. Os ocupantes do castelo capitularam no dia seguinte. Os franceses aproveitaram, então, a oportunidade para concluir o trabalho iniciado em 1689 depois da sua saida precipitada da cidade. As torres e paredes que sobreviveram à última onda de destruição foram explodidas com minas.

Transferência da Corte para Mannheim

Em 1697 foi assinado o Tratado de Ryswick, marcando o final da Guerra da Grande Aliança e trazendo, finalmente, paz à cidade. Foram feitos planos para demolir o castelo e reutilizar partes dele para um novo palácio a construir no vale. Quando as dificuldades com este plano se tornaram evidentes, o antigo castelo foi reformado. Ao mesmo tempo, Carlos III Filipe jogou com a ideia de redesenhar completamente o castelo, mas acabou por arquivar o projecto por falta de fundos. Em 1720 o mesmo Príncipe-eleitor entrou em conflito com os protestantes da cidade ao exigir a entrega total da Igreja do Espírito Santo aos Católicos (esta havia sido previamente dividida por uma partição e usada por ambas as congregações), mudando, então, a sua corte para Mannheim e perdendo todo o interesse no castelo. Quando, no dia 12 de Abril de 1720, anunciou a remoção da corte e de todos os corpos administrativos para Mannheim, expressou um desejo, dizendo "que cresça erva nas suas ruas".

O conflito religioso foi, provavelmente, apenas uma das razões da mudança para Mannheim. Adicionalmente, converter o ultrapassado castelo no topo da colina num palácio barroco teria sido difícil e dispendioso. Ao mudar-se para a planície, o príncipe-eleitor tornou possível a construção dum palácio que reunisse todos os seus desejos, o Schloss Mannheim.

O sucessor de Carlos Filipe, Carlos Teodoro, planeou mudar a sua Corte de volta para o Castelo de Heidelberg. No entanto, no dia 24 de Junho de 1764, um raio atingiu duas vezes o Saalbau (edifício da Corte), incendiando o castelo uma vez mais, o que ele interpretou como um sinal dos céus, tendo mudado os seus planos.

Victor Hugo, que se apaixonara pelas ruínas do castelo, também viu isso como um sinal divino:

Poder-se-ia até dizer que os próprios céus teriam intervindo. No dia 23 de Junho de 1764, o dia anterior àquele em que Carlos Teodoro estava para se mudar para o castelo e fazer dele a sua sede (o que, pela despedida, teria sido um grande desastre, porque se Carlos Teodoro tivesse passado os seus trinta anos ali, estas austeras ruínas que hoje tanto admiramos certamente teriam sido decoradas no estilo pompadour); Nesse dia, então, com os mobiliários do príncipe ainda a chegar e a esperar na Igreja do Espírito Santo, fogo do céu atingiu a torre octogonal, incendiando o telhado, e destruiu este castelo com quinhentos anos em pouquíssimas horas,

Nas décadas seguintes foram feitas reparações básicas, mas o castelo permaneceu, essencialmente, como uma ruína.

Depois da destruição

Lenta decadência e entusiasmo romântico

Em 1777, Carlos Teodoro tornou-se governante da Baviera, além de manter igual função no Palatinado, mudando a sua corte de Mannheim para Munique. O castelo apagou-se ainda mais dos seus pensamentos e as salas que ainda tinham telhados foram ocupadas por artesãos. Já em 1767, a parede sul foi despojada de pedras destinadas à construção do Schloss Schwetzingen, uma residência estival do Eleitor e da sua corte. Em 1784, as abóbadas do Ottheinrichsbaus (Edifício de Ottheinrich) foram preenchidas e o castelo usado como fonte de materiais de construção.

Como resultado da Mediatização Germânica de 1803, Heidelberg e Mannheim tornaram-se parte de Baden. Carlos Frederico, Grão-Duque de Baden, congratulou-se com o aumento do seu território, apesar de ver o castelo como uma adição indesejável. A estrutura estava decadente e os populares haviam-se servido da pedra, madeira e ferro do castelo para construir as suas próprias casas. A estatuária e ornamentos também foram presas fáceis. August von Kotzebue expressou a sua indignação, em 1803, contra a intenção do governo de Baden de demolir as ruínas. No início do século XIX, o arruinado castelo tornou-se num símbolo para o movimento patriótico contra Napoleão Bonaparte.

Mesmo antes de 1800, haviam chegado artistas para ver o rio, as colinas e as ruínas do castelo como um conjunto ideal. As melhores representações são as do inglês William Turner, o qual esteve em Heidelberg várias vezes entre 1817 e 1844, tendo pintado Heidelberg e o castelo muitas vezes. Ele e outros pintores do romantismo, seus contemporâneos, não estavam interessados em retratos fiéis do edifício, pelo que deram rédea solta à liberdade artística. Por exemplo, as pinturas que Turner fez do castelo mostram-no empoleirado muito mais acima na colina do que na realidade está.

O salvador do conjunto foi Charles de Graimberg. Este conde francês enfrentou o governo de Baden, o qual via o castelo como uma "velha ruína com uma multiplicidade de insípidos ornamentos a desfazerem-se", pela preservação do edifício. Até 1822, serviu como um guarda voluntário do castelo, tendo vivido durante algum tempo no Gläserner Saalbau (Edifício do Salão de Vidro), de onde podia manter um olho sobre o pátio. Muito antes das origens da preservação histórica na Alemanha, ele foi a primeira pessoa a mostrar interesse na documentação e conservação do castelo, o que nunca acontecera com nunhum dos românticos. Graimberg pediu a Thomas A. Leger que preparasse o primeiro guia do edifício. Com as suas pinturas do castelo, das quais foram reproduzidas muitas cópias, Graimberg promoveu as ruínas do castelo e trouxe muitos turistas à cidade.

Planeamento e Restauro

A questão sobre se o castelo deveria ou não ser completamente restaurado foi discutida durante muito tempo. Em 1868, o poeta Wolfgang Müller von Königswinter defendeu uma completa reconstrução, o que provocou fortes reacções em encontros públicos e na imprensa.

Em 1883, o Grão-ducado de Baden estabeleceu um Schloßbaubüro ("gabinete de construção do castelo"), supervisionado pelo director de construção Josef Durm, em Karlsruhe, tendo Julius Koch como supervisor de construção distrital e Fritz Seitz como arquitecto. O gabinete fez um plano detalhado para preserar ou rerincipal. Esta equipa terminou o seu trabalh em 1890. O plano foi avaliado por uma comissão de especialistas de toda a Alemanha, a qual chegou à conclusão que, embora a reconstrução total ou parcial do edifício não fosse possivel, era possivel preservá-lo na sua condição corrente. Apenas o Friedrichsbau (Edifício de Frederico), cujos interiores foram danificados pelo fogo mas não arruinado, viria a ser restaurado. Esta reconstrução foi efectuada, entre 1897 e 1900, por Karl Schäfer, com um enorme custo de 520.000 marcos.

As ruínas do castelo e o turismo

A mais antiga descrição de Heidelberg, datada de 1465, menciona que a cidade é "frequentada por estrangeiros", mas esta não se tornaria, realmente, numa atracção turística antes do início do do século XIX. O Conde Graimberg fez do castelo um objecto permanente de gravuras, as quais se tornaram em percursoras dos cartões postais. Ao mesmo tempo, também passou a ser encontrado em copas de recordação. O turismo recebeu um grande impulso quando Heidelberg foi ligada à rede de caminho de ferro, em 1840.

Mark Twain, o autor norte-americano, descreveu o Castelo de Heidelberg em 1880, no seu livro de viagens A Tramp Abroad:

Uma ruína deve estar correctamente situada para ser efectiva. Esta não poderia ter sido melhor colocada. Ergue-se numa elevação de comando, está encerrada em bosques verdes, não há qualquer terreno plano em volta, mas, pelo contrário, existem terraços arborizados sobre terraços, e olha-se para baixo através de folhagens brilhantes para precipícios profundos e abismos onde o crepúsculo reina e a luz do sol não pode penetrar. A natureza sabe como adornar uma ruina para conseguir o melhor efeito. Uma dessas velhas torres está partida ao meio, e uma das metades tombou para o lado. A sua inclinação encontra-se de forma a estabelecer uma atitude pitoresca. Tudo o que faltava era uma draparia adequada, e a natureza tem-na mobildado; ela tem vestido a acidentada massa de flores e verdura, e fez dela um encanto para os olhos. A metade que se mantém erguida expõe as suas arnosas salas para si, como bocas aberta sem dentes; Ali, também as trepadeiras e as flores têm feito o seu trabalho de graça. A parte traseira da torre não tem sido negligenciada, mas está vestida com uma peça de hera polida agarrada, a qual esconde as feridas e manchas do tempo. Mesmo o topo não foi deixado nu, mas é coroado com um florescente grupo de árvores e arbustosA infelicidade tem feito com esta velha torre o que por vezes faz com o carácter humano - melhorá-lo. Mark Twain

No século XX, os americanos espalharam a fama de Heidelberg para fora da Europa. Desta fora, os japoneses também visitam frequentemente o castelo durante as suas viagens pelo Velho Continente. Heidelberg recebe, no início do século XXI, mais de três milhões de visitantes por ano, com cerca de 1.000.000 de pernoitas. A maior parte dos visitantes estrangeiros vêm dos EUA e do Japão. A mais importante atracção, de acordo com o Instituto Geográfico da Universidade de Heidelberg, é o castelo com os seus terraços de observação.

Alguns dos visitantes apaixonam-se pela cidade, pelo que muitos deles decidem casar no castelo. Celebram-se cerca de 100 casamentos por ano na capela do palácio.

Reflexos do "Mito de Heidelberg"

O professor de Heidelberg Ludwig Giesz escreveu, no seu ensaio de 1960 intitulado "Fenomenologia dos Kitsches", sobre o significado das ruínas para o turismo:

Ruínas são o pináculo do que temos chamado de exotismo "histórico". Como um ponto de salto, pode servir de história a partir da experiência: em 1945, pouco depois da rendição da Alemanha, quando um soldado americano que tirava fotografia avidamente ao Castelo de Heidelberg me perguntou como este lugar de peregrinação para todos os românticos chegara à ruina, respondi maquiavelicamente, "foi destruido por bombas americanas". A reacção dos soldados foi muito instrutiva. Vou especular sucintamente: o choque para as suas consciências — decorrente duma estética e não dum problema ético — foi extraordinário: a "ruina" deixou de parecer bela para eles; pelo contrário, lamentaram (assim: com consciência realista presente) a recente destruição dum grande edifício.

O Professor Ludwig Giesz vai mais longe nas suas observações sobre as ruínas:

O importante crítico da cultura da era Günther Anders recordou que - ao contrário da opinião generalizada - a Era Romântica não admirou, em primeiro lugar, a vista pela beleza da ruina". Pelo contrário, teve lugar a seguinte inversão: o Renascimento (como a primeira geração) admirou o antigo Torso, "não por, mas apesar de ser um Torso". Encontraram-lhe beleza, mas "infelizmente" (!) apenas como ruina. A segunda geração inverteu a "ruina do belo" pela "beleza da ruina". E por aqui, foi clara a via para a "produção de ruinas" industrial: como gnomos de jardim agora instalados na paisagem em ordem a que esta se torne bela.

Também Günter Heinemann levanta a questão sobre a forma como se poderia restaurar o conjunto incompletamente. Próximo da visão do jardim-Stück sobre o fosso dos veados (Hirschgraben) do interior das bem conservadas ruinas do castelo, perguntava-se a si próprio como era possivel que não se recuperasse toda a área novamente.

Pensa-se automaticamente que se poderia dedicar ao cuidado devotado destas enormes paredes, no caso de virem a ser construidas novamente. Quanto a despesas isso não faz muita diferença, mas como isso seria organizado! Isso iria requerer sementes das suas imaginações históricas, na medida em que as existentes imagens sonoras que têm sido transmitidas permitem isso. Mas traria o único fenómeno para Heidelberg o facto do castelo nas suas ruinosas condições ter de registar o proveito considerável em valores estéticos. Um castelo reconstruido seria equivalente a um desencanto, seria a certificação dum inadequado processo de deslocamento de história oposta, e deixaria de conceder espaço à participação da natureza. O entendimento da realização ganho em claridade, seria perdido para a mente em profundidade .

Cronologia

Linha cronológica dos principais eventos no castelo:

  • 1225: primeiro documento em que aparece menção a um "Castrum" em Heidelberg;
  • 1303: menção a dois castelos;
  • 1537: destruição do castelo de cima por um raio;
  • 1610: criação do jardim do palácio (Hortus Palatinus);
  • 1622: Tilly conquista a cidade e o castelo durante a Guerra dos Trinta Anos;
  • 1649: renovação da planta do castelo;
  • 1688/1689: destruição por tropas francesas;
  • 1693: novas destruições durante a Guerra de Sucessão do Palatinado;
  • 1697: início da reconstrução;
  • 1720: transferência da residência para Mannheim;
  • 1742: início da reconstrução;
  • 1764: destruição por um raio;
  • 1803: o castelo e a cidade passam a fazer parte do estado de Baden;
  • 1810: Charles de Graimberg dedica-se à preservação das ruínas do castelo;
  • 1860: primeira iluminação do castelo;
  • 1883: estabelecimento do "gabinete de construção de castelos de Baden";
  • 1890: balanço por Julius Koch e Fritz Seitz;
  • 1900 (cerca): restauros e desenvolvimento histórico.

Edifícios do castelo

Desconhece-se a aparência do conjunto enquanto castelo medieval. Este estendia-se sobre a área do actual pátio do palácio, sem as extensões posteriores em direcção a oeste (Grande Torre, parede norte - Edifício Inglês - e parede oeste com torre redonda), e dentro do anel de muralhas interior, ainda existindo escassos vestígios na parede este do Ludwigbaues ("Edifício de Luís"), as fachadas este e sul do edifício de serviço e a parede oeste do Ruprechtbau ("Edifício de Ruperto") e do Frauenzimmerbau ("Edifício do Salão das Damas"). O Castelo de Heidelberg formava uma linha defensiva com o castelo existente no alto do actual Molkenkur (este último queimado em 1537), o que permitia ter o rio Neckar bem "dominado".

A partir de meados do século XV, o castelo e fortaleza foi desenvolvido com a construção de três torres para canhões na parte oriental e das muralhas exteriores. Na primeira metade do século XVI, Luís V avançou consideravelmente a área do castelo para oeste, tendo deixado robustas fortificações, assim como um edifício residencial independente. Seguiu-se a expansão do castelo sob pontos de vista representativos. Sob os seus sucessores, a defesa ocorreu no pano de fundo.

Só gradualmente, geração após geração, o castelo foi recebendo uma grande colecção de edifícios residenciais. A Altstadt ("cidade velha") só chegou muito tempo depois. Inicialmente existia uma cidade de montanha para o pessoal e funcionários em Hangweg.

O conhecido historiador de arte Georg Dehio descreve o Castelo de Heidelberg da seguinte forma:

Como um aglomerado de vários edifícios, a sua mistura de estilos só é atenuada pelo estado de ruína e a sua impressão uniforme baseia-se na concisão do pátio comum, trono do castelo elevado acima da cidade no chamado Terraço-Jettenbühl do Königstuhl. O carácter em conformidade com uma estrutura militar, com as fachadas oeste, sul e este viradas para o pátio; apenas os edifícios que enfrentam a cidade, livres dos ataques no lado norte, possuem uma segunda fachada de honra na parte exterior.
—Georg Dehio

Edifícios com nome de pessoas

Ruprechtsbau (Edifício de Ruperto)

Nome: nomeado em referência ao Príncipe-Eleitor Ruperto III (1352-1410).

O Ruprechtsbau (Edifício de Ruperto) é uma das mais antigas construções do conjunto. Foi erguido pelo Eleitor Ruperto III, no início do século XV, quando este era . Este edifício marcou o início da construção das partes ainda preservadas no castelo.

Julgou-se durante muito tempo que a história do castelo tinha começado com esta estrutura. Mas extensas investigações arqueológicas, realizadas durante os trabalhos de renovação em finais do século XIX, encontraram fragmentos de janelas românicas e do gótico inicial. A construção do castelo foi fixada por volta do ano 1300.

Em 1534, o Ruprechtsbau recebeu um piso superior em pedra, mandado edificar por Luís V. Um parágrafo inscrito na alvenaria da parte dianteira e o número 1534 que se pode ver no interior do edifício anunciam, actualmente, essa renovação.

Um brasão com anjos sobre o portal adorna o edifício. Acredita-se que esta é a insígnia do construtor, imortalizada para o mundo desta forma. De acordo com a tradição, os dois anjos sobre o brasão representam os filhos do construtor, os quais, durante a construção do castelo, terão caído dum andaime e morrido. O mestre tornou-se tão melancólico que a construção chegou a um impasse.

Wilhelm Sigmund conta a lenda que se segue:

O Imperador Ruperto estava zangado por a construção progredir tão lentamente, pelo que deixou o padre que sepultara as crianças repreender o mestre. Disse que tudo estava feito, mas como devia concluir o portão, não podia cair no seu desgosto.
Imediatamente surgiu o mestre incontestável, de modo a dar forma à conclusão do portão. Ele esculpiu os seus rapazes, representados como doces crianças-anjo, num rosário. No meio da grinalda colocou o compasso, o símbolo da sua arte, da qual se despediu para sempre.
—Wilhelm Sigmund

Uma vez que Ruperto III foi coroado como Ruperto I, Rei da Germânia, em 1400, o edifício foi utilizado para fins cerimoniais. Também se encontra no Ruprechtsbau uma pedra de armas com a apropriada águia imperial em referência ao reino. Dentro do edifício existe uma lareira renascentista, um dos poucos elementos do interior que ainda estão preservados.

Ruperto III

Ruperto III era o único filho do Príncipe-eleitor Ruperto II do Palatinado. Esteve, juntamente com o Arcebispo de Mainz, na liderança dos príncipes desde 1398, vindo a suceder ao deposto Rei Venceslau no dia 20 de Agosto de 1400. O Arcebispo de Colónia, Friedrich III von Saarwerden, coroou Ruperto depois da sua eleição em Colónia, uma vez que Aachen e Frankfurt am Main não abriram as portas ao Rei romano-alemão. No reino, pelo menos nas áreas próximas, encontrou rapidamente reconhecimento real, com Venceslau a não se comprometer mais. No entanto, Ruperto teve um impacto estritamente limitado.

Ruperto deixou o mais antigo edifício residencial identificável no castelo, o qual recebeu o seu nome. Além disso, começou a construção da Heiliggeistkirche (Igreja do Espírito Santo), em Heidelberg, a qual se veria, três séculos depois, no centro duma disputa que ditaria a transferência da corte para Mannheim.

Ludwigsbau (Edifício de Luís)

Nome: nomeado em referência ao Príncipe-Eleitor Luís V (1478-1544).

O Ludwigsbau (Edifício de Luís) foi construído em 1524 por ordem de Luís V, tendo servido de residência. Substituiu uma estrutura mais antiga, cujas paredes foram parcialmente utilizadas na sua construção. As típicas janelas góticas dispostas em níveis escalonados que completavam a fachada sul já não existem.

Originalmente, o Ludwigsbau era um edifício simétrico. No entanto, o Príncipe-Eleitor Oto Henrique demoliu a sua metade norte para além da torre-escada, de forma a abrir espaço para a construção do Ottheinrichsbau. O Ludwigsbau tinha, originalmente, uma maior expansão para norte, de forma que a referida torre se encontrava no meio da fachada. Em 1764 foi destruido por um incêndio.

Sob o brasão no exterior encontram-se dois macacos a jogar (um jogo com corda de nome Strangkatzenziehen). Esta é, provavelmente, uma alusão às provas de resistência que os rapazes desempenhavam para ver o último andar do edifício onde Luís V viveu.

Luís V

Luís V o Pacífico, conseguiu limitar as consequências da derrota na Guerra de Sucessão de Landshut e restaurar os direitos do Palatinado como reino. Conseguiu, ainda, reconciliar-se com os Wittelsbach da Baviera. Para tal, teve o auxílio dos contactos amigáveis que o seu irmão Frederico mantinha com a Casa de Habsburgo. Conseguiu que o Reichsacht (documento oficial do Sacro Império) fosse oficialmente anulado e os privilégios do Palatinado restabelecidos. Aquando da eleição imperial de 1519, Luís V apoiou com o seu o voto a eleição de Carlos de Habsburgo, futuro Imperador Carlos V.

Em 1523, juntamente com Arcebispo Ricardo de Trier e o Landgrave Filipe I de Hesse, derrotou a revolta dos cavaleiros liderada por Franz von Sickingen. Durante as revoltas camponesas de 1525, tentou negociar com os agricultores por, segundo afirma, se justificar a abolição da servidão. No entanto, depois de se perder o controle da agitação, participou na repressão dos camponses.

Luís V é considerado como o "construtor do castelo" ("Schlossbauer"). A sua importância particular prendeu-se com a expansão das fortificações do castelo, a edificação das muralhas ocidentais e da grande torre, mas também com a modernização de outros edifícios da residência.

Ottheinrichsbau (Edifício de Oto Henrique)

Nome: nomeado em referência ao Príncipe Eleitor Oto Henrique (1502–1559). Arquitectos: Hans Engelhardt e Caspar Vischer (sucessivamente).

O Ottheinrichsbau foi mandado construir por Oto Henrique depois deste se ter tornado príncipe-eleitor em 1556. Este palácio foi o primeiro edifício renascentista construido em solo germânico, sendo uma importante estrutura do Maneirismo alemão. Com o surgimento do Ottheinrichsbau, outros edifícios mais antigos foram parcialmente escondidos (como o Gläserner Saalbau) ou demolidos (metade norte do Ludwigsbau). O seu lado leste assenta sobre as fundações de estruturas mais antigas e sobre a muralha exterior.

A fachada do edifício estende-se por quatro pisos, sendo decora por 16 figuras alegóricas que simbolizam o programa de governo do príncipe-eleitor. As figuras são obra do holandês Alexander Colin, o qual entraria mais tarde ao serviço da Casa de Habsburgo. Quando Oto Henrique faleceu, em 1559, o edifício ainda não estava concluido. Ilustrações anteriores (presentes no Kurpfälzisches Skizzenbuch", de Matthäus Merian) mostram que, antes da Guerra dos Trinta Anos, o Ottheinrichbau havia recebido duas janelas duplas sobredimensionadas, as quais se harmonizavam mal com a estrutura horizontal da construção, essencialmente orientada para o renascimento inicial italiano. Aparentemente, esta alteração terá sido executada por ordem do Príncipe-Eleitor Frederico III, não pertencendo ao desenho original do edifício. Já depois do final da Guerra dos Trinta Anos, durante a soberania do Príncipe-Eleitor Carlos I Luís, o Ottheinrichsbau recebeu um novo telhado e a enorme janela dupla desapareceu.

Programa figurativo da fachada

As 16 figuras erguidas (com expeção das quatro do portal) são alegorias representando personagens do Antigo Testamento e divindades pagãs. Devido a estas últimas, o Ottheinrichsbau recebeu, no século XVIII, o nome de "der heidnische Bau" ("o edifício pagão"):

  • Rés-do-chão: heróis místicos (Josué, Sansão, Hércules e David) e imperadores romanos como sómbolo do poder político e militar. Nos frontões triangulares das janelas encontram-se representados romanos famosos, cujos modelos foram recolhidos a partir de moedas da época;
  • Primeiro andar: Virtudes dum governador cristão (Força, Fé, Amor, Esperança e Justiça);
  • Segundo andar: Personificação dos sete astros clássicos (Saturno, Marte, Vénus, Mercúrio, Júpiter, Sol e Lua).

As quatro imagens do andar térreo são explicadas por desajeitados versos em caligrafia gótica, os quais são transcritos abaixo na sua forma original pela dificuldade que representa a sua tradução para o português:

Der hertzog Josua / durch Gotteß macht Ein und dreissig kü / nig hat umbracht. Samson der starck ein / Nasir Gotteß war Beschirmet Israhel / wol zwentzig Jar. Joviß sun Herculeß / bin Ich genandt. Durch mein herliche / thaten wol bekandt. David war ein Jüng / ling gehertzt und klug Dem frechen Goliath / den kopff abschlug.

O objectivo deste programa figurativo é explicado pelo arqueólogo de Heidelberg K. B. Stark do seguinte modo:

O conjunto das representações plásticas da fachada do palácio formam no seu conjunto um belo espelho do governo. Sobre a força da personalide, sobre o heroísmo do povo construiu-se solidamente a autoridade principesca; tem o seu centro no exercício das virtudes cristãs, combinadas com Força e Justiça, e finalmente sob a influência dos poderes superiores, uma condução celeste, conhecidos no curso das estrelas.
—K. B. Stark
Oto Henrique

Oto Henrique levou o Protestantismo para o Palatinado em 1557. Promoveu a ciência e comprometeu-se com a formação de médicos para a dissecação de cadáveres. A sua biblioteca, a Bibliotheca Palatina, foi considerada uma das mais importantes do seu tempo.

Devido ao seu complexo estilo de vida, Ottheinrich esteve em risco de entrar em bancarrota. Em sua posse estava, também, uma promissória pertencente à sua avó Hedwig, membro da Dinastia Jaguelônica. Esta promissória, no valor de 32.000 guilders, foi emitida pelo Rei Casimiro IV da Polónia por ocasião do matrimónio da sua filha Hedwig com Georg dem Reichen, nunca vindo a ser paga pelo monarca polaco. Oto Henrique deixou juros e juros compostos calculados no valor de 200.000 guilders. Por esse motivo, rompeu em 1536 com o seu tio, o rei polaco Sigismundo I, em Cracóvia. Durante as três semanas de negociações, Oto Henrique poderia ter alcançado o pagamento da promissória, mas não dos juros devidos.

Oto Henrique governou durante, apenas, três anos mas, ainda assim, foi um dos mais importante dos Eleitores. No Castelo de Heidelberg deixou o Ottheinrichsbau, assim nomeado em sua homenagem, como um exemplo de arquitectura renascentista alemã.

Friedrichsbau (Edifício de Frederico)

Nome: nomeado em referência ao Príncipe Eleitor Frederico IV (1574-1610), o fundador da cidade de Mannheim.

O Eleitor Frederico IV mandou construir o Friedrichsbau entre 1601 e 1607, uma vez que o edifício residencial de que dispunha na época, com a capela, ameaçava ruir.

Johannes Schoch foi o arquitecto do edifício. Na fachada do Friedrichsbaus virada ao pátio estão incorporadas estátuas dos ancestrais do príncipe-eleitor. O escultor desta galeria dos antepassados foi Sebastian Götz, de Coira. Estão representados nesta fachada, começando da esquerda para a direita e de cima para baixo:

  • Nas águas-furtadas: Karl der Große, Oto de Wittelsbach, Luís I e Rodolfo I;
  • No piso superior, membros da Casa de Wittelsbach coroados: Luís IV, Sacro Imperador Romano-Germânico, Ruperto I (Príncipe-eleitor do Palatinado), Otão III da Baviera (coroado como Rei Bela V da Hungria - não reconhecido universalmente) e Cristóvão da Baviera (Rei da Dinamarca, da Suécia e da Noruega);
  • No piso do meio: Ruperto I (fundador da Universidade de Heidelberg), Frederico I, Frederico II e Oto Henrique;
  • No piso térreo: Frederico III, Luís VI, João Casimiro de Simmern e Frederico IV (o construtor deste edifício).

As águas-furtadas também exibem representações alegóricas da Primavera e do Verão, símbolos da transitoriedade de tudo o que existe na terra.

O Friedrichsbau é o principal palácio do castelo, possuindo, além da fachada virada ao pátio, uma segunda fachada representativa no lado virado à cidade. No piso térreo da estrutura encontra-se a igreja palaciana, a qual ainda funciona actualmente. Os andares superiores do edifício foram usados como local de habitação.

Depois dos devastadores incêndios de 1693 e 1764, esta parte do castelo foi a única reconstruída. Entre 1890 e 1900, o Friedrichsbau foi renovado por Carl Schäfer, um professor de Karlsruhe, ao estilo do historicismo. Nessa época, foi desencadeado um debate muito controverso, que discutiu a forma como os espaços interiores deveriam ser reconstruidos. O historiador de arte Georg Dehio, em particular, tinha manifestado a opinião que o edifício evoluira na sua estrutura. Finalmente, foi tomada a decisão de reconstruir o interior em estilo neo-renascença. Vários espaços do Friedrichbau mostram uma composição em estilo pluralista. As salas e quartos nunca mais foram utilizados como áreas de habitação, passando a funcionar como museu.

Frederico IV

Frederico IV assumiu a liderança da União Protestante em 1608, pelo que o conflito entre católicos e protestantes cresceu significativamente no Palatinado. Frederico mostrou, apesar sua falta de formação, um grande interesse na área das humanidades, tendo dotado a Universidade de Heidelberg com cadeiras de história e orientalismo.

Frederico abandonou-se aos seus prazeres e arruinou as finanças dos seus territórios. Ele próprio descreve os seus excessos e ressacas com as seguintes palavras: "eu provavelmente faria tudo novamente".

O Eleitor Frederico IV manteve uma importância permanente, tendo mandado construir, entre 1606 e 1607, a fortaleza Friedrichsburg, a partir da qual viria a surgir a cidade de Mannheim e o Schloss Mannheim. As suas principais actividades no Castelo de Heidelberg prenderam-se com a criação do chamado Friedrichsbaus e a expansão das três torres no lado oriental.

Englischer Bau (Edifício da Inglesa)

Nome: nomeado em referência à princesa inglesa Isabel Stuart (1596-1662), a chamada "Rainha de Inverno" e esposa do Príncipe-Eleitor Frederico V.

O arquitecto do Englischer Bau é desconhecido. As dúvidas oscilam entre Salomon de Caus e Inigo Jones, ambos vindos para Heidelberg com Isabel.

Com a construção deste edifício permanecem as ideias básicas de protecção e de defesa, porque as estreitas passagens entre muralhas e a ponte sobre o fosso do castelo ofereciam melhores oportunidades de ataque a um potencial inimigo.

O Englische Bau - actualmente em ruínas - foi o último edifício importante construído na história do Castelo de Heidelberg. Ficava situado fora do quadrado do castelo entre a Grande Torre e o Fassbau (Edifício do Barril). Abaixo do Englischen Bau passa a grande Rittertreppe (Escadaria dos Cavaleiros).

Actualmente, realizam-se nas ruínas recepções e espectáculos integrados no festival do castelo. Com os seus 500 metros quadrados, tem espaço para cerca de 300 lugares sentados.

Isabel Stuart

Isabel Stuart, neta de Maria Stuart e irmã de Carlos I da Inglaterra. Nascida no Falkland Palace em 1596, era a única filha sobrevivente do então Jaime VI da Escócia, mais tarde também Jaime VI dos Escoceses, I de Inglaterra e Irlanda. Recebeu o nome de Isabel em homenagem à Rainha Isabel I de Inglaterra. Isabel também foi chamada, por vezes, "Pérola Britânica", pela sua beleza, e "Rainha dos Corações", devido à sua popularidade.

Após contactos preliminares, chegaram à corte inglesa dois enviados do Palatinado, portadores duma carta de apresentação. Esta visita tinha como objectivo a combinação duma aliança firmada pelo matrimónioa qual era vista com agrado pelas duas Casas. Depois disso, Frederico V viajou para Inglaterra com o fim de proceder ao pedido de casamento. Porém, a Rainha Ana da Dinamarca, mãe da noiva, opunha-se ao matrimónio por Frederico ser "apenas" um Príncipe-eleitor. No entanto, o seu aspecto exterior conquistou os ingleses e a jovem princesa. Os dois (à época ambos com dezasseis anos) foram considerados o casal de sonho do seu tempo. Casaram, no dia 13 de Fevereiro de 1613, na Capela Real do Whitehall Palace, em Londres.

Em 1619, foi oferecida a Frederico a , proposta aceite por ele com o incentivo de Isabel, entre outros. No entanto o seu reinado foi extremamente breve (entre 4 de Novembro de 1619 e 8 de Novembro de 1620), pelo que ficou conhecido como Rei de Inverno e Isabel como Rainha de Inverno. A derrota na Batalha da Montanha Branca anunciou o seu destino de refugiado, que se prolongaria até à sua morte, ocorrida em 1632. A esperança no auxílio prestado pelos parentes ingleses da sua mulher provou ser enganosa.

Após o final da Guerra dos Trinta Anos (ocorrido em 1648), Isabel, já viúva, desejou regressar a Heidelber acompanhada pelo seu filho Ruperto. No entanto, o seu filho Carlos I Luís, o novo Eleitor, rejeitou essa proposta. Nessa época, Carlos I Luís já tinha o seu casamento com Charlotte de Hessen-Kassel fragilizado, vivia um romance com Marie Luise von Degenfeld e tinha pela frente a reconstrução dos seus territórios após a guerra.

Edifícios com referência às funções desempenhadas

Bibliotheksbau (Edifício da Biblioteca)

Nome: assim chamado por ser aqui que, alegadamente, se situava a biblioteca.

O Bibliotheksbau (Edifício da Biblioteca), anteriormene também chamado erroneamente de Rudolfsbau (Edifício de Rudolfo), fica situado entre o Ruprechtsbau (Edifício de Ruperto) e o Frauenzimmerbau (Edifício do Salão das Damas). O edifício, em estilo gótico tardio, foi mandado edificar pelo Príncipe-Eleitor Luís V, sendo erguido entre 1520 e 1544. A parte melhor preservada da estrutura é a janela saliente voltada para o pátio, no primeiro andar.

O chamado Bibliotheksbau está em estreita ligação com o vizinho Frauenzimmerbau, acrescentado no lado oeste da cerca. O nome enganador deste edifício surgiu, pela primeira vez, no século XVII, já que não existem evidências que provem a sua utilização primária como uma biblioteca eleitoral. Pelo contrário, no primeiro andar existia um espaço abobadado, chamado de tafelstube (algo que pode traduzir-se como quarto da mesa), usado pelos homens do eleitor. As câmaras com funções de gabinete chegaram no século XVI, uma época em que o príncipe já não reunia a corte diariamente, em salas separadas relegadas para os andares superiores.

O Bibliotheksbau difere dos outros edifícios quinhentistas do castelo por possuir abóbadas em pedra até aos pisos superiores. Isso deve-se ao facto de ali ser mantida não só a biblioteca, mas também as moedas do Eleitor. Este edifício serviu como "cofre" do castelo e como posição da corte. No piso térreo, as suas paredes têm três metros de espessura. Os sólidos espaços do rés-do-chão, alguns dos quais foram pintados, ampliavam o Bibliothekssaal (Salão da Biblioteca), o qual devia ter um pé direito de 6,60 metros. O Bibliotheksbau foi o único palácio do castelo poupado pelo incêndio causado pelos franceses em 1689, mas foi destruído em 1693.

Frauenzimmerbau (Edifício dos Aposentos das Damas)

Nome: assim chamado por conter os aposentos das damas da corte (nome actual: Königssaal - Salão do Rei)

Do Frauenzimmerbau, do qual resta apenas o piso térreo, foi erguido por ordem de Luís V na primeira metade do século XVI. Provavelmente, as damas da corte viviam neste edifício, com os seus quartos situados nos andares superiores. No piso térreo ficava o Königsaal (Salão do Rei), utilizado para todo o tipo de festividades. Este salão media 34,65 metros de comprimento, 16,70 de largura e 7,40 de altura. O tecto de madeira assentava em quatro colunas de pedra, através duma trave que apoiava as traves do tecto. Os dois pisos superiores eram enxaimelados. A fachada estava decorada com várias janelas salientes. No século XVII foi executada uma preciosa fachada no lado do páti, com colunas e figuras pintadas, o que constituiu uma excelente actualização visual.

O Königsaal perdeu as suas funções de representação depois da conclusão dos salões de festas no Gläsernen Saalbau e no Ottheinrichsbau. Tornou-se num espaço destinado aos jogos dos cavaleiros, além de ser utilizado para reuniões ou para banquetes em ocasiões festivas.

Em 1689, o salão de festas foi totalmente queimado e, mais tarde, o seu espaço foi aproveitado para a construção do Grande Barril, pelo que a estrutra recebeu o nome de Bandhaus (casa da montagem). Uma vez que os tanoeiros se queixavam que a água da chuva escorria para eles pelo barril, Carlos Teodoro deixou as ruínas com o actual telhado de emergência. Hoje em dia, o Frauenzimmerbaus é conhecido, principalmente, pelo nome de Königssaal, embora este salão ocupas apenas o piso térreo do edifício. Na década de 1930, o rés-do-chão foi reconstruído, servindo, para a cidade de Heidelberg, como um salão de festas destinado a eventos de todos os tipos.

Fassbau (Edifício do Barril)

Nome: assim chamado devido ao Grande Barril.

O Fassbau (Edifício do Barril) foi mandado construir por João Casimiro de Simmern, entre 1589 e 1592, especificamente para acolher o famoso Grande Barril. Estava directamente ligado ao Salão do Rei, de forma a permitir, durante as celebrações, o acesso directo ao vinho contido no barril.

Curiosamente, o edifício foi executado no estilo gótico tardio, na medida em que no período em que foi construido já se aplicava o estilo renascentista.

Sobre o grande barril ergue-se a estátua de Perkeo, o bufão da corte, símbolo do consumo de vinho, ali colocado por Carlos III Filipe para guardá-lo. Carlos Filipe trouxe Perkeo de Innsbruck, onde tinha anteriormente o seu trono como stadthouder (regente) imperial do Tirol, para a corte de Heidelberg. A lenda conta que o Eleitor lhe terá perguntado se conseguia beber o conteúdo do barril sozinho. A resposta parece ter sido "Perché no?" (o que significa "porque não?", em italiano), o que daria origem à sua alcunha: "Perkeo".

Reinhard Hoppe conta a história que se segue:

O Eleitor Carlos Filipe ordenou ao seu bufão, o anão Clemens Perkeo, que guardasse o grande barril. Numa viag pelo Tirol tinah aprendido a tirar prazer do seu pequeno tamanho e das suas piadas espirituosas. Quando o Eleitor examinou a sua pouca resistência à bebida, disse-lhe: "vem comigo para Heidelberg. Nomeio-te cavaleiro e camareiro do barril do rei. Na adega do meu castelo está o maior barril de todo o mundo. Se o beberes, a cidade e o castelo serão teus". "Perche no" (porque não), respondeu o pequenote. O Eleitor riu e disse: "Tu serás chamado de Perkeo".
—Reinhard Hoppe: "Heimat um Heidelberg"

O vinho devia ser a única bebida que Perkeo conhecia desde a sua infância. Quando, na sua velhice, adoeceu pela primeira vez, o seu médico aconselhou-o a beber vinho com urgência e recomendou-lhe que bebesse água com abundância. Apesar do grande cepticismo, Perkeo seguiu o conselho e morreu na manhã seguinte.

Perkeo era uma criatura digna de pena e tinha – como Victor Hugo mencionou – que consumir diariamente quinze garrafas de vinho, caso contrário era açoitado.

Gläserner Saalbau (Edifício do Salão de Vidro)

Nome: assim chamado devido aos espelhos venezianos que ornamentavam a Galeria dos Espelhos do segundo andar.

O Gläserne Saalbau (Edifício do Salão de Vidro)) foi mandado erguer pelo Eleitor Frederico II. O seu nome deriva dos espelhos venezianos presentes no salão do piso superior. No pátio, o edifício tem raízes nas arcadas renascentistas, embora a galeria do passadiço apresente abóbadas em estilo gótico tardio. O lado norte do edifício, virado à cidade, é absolutamente sóbrio, o lado leste foi decorado com uma pequena janela saliente gótica e a fachada virada ao pátio possuia uma empena decorada.

O Eleitor Carlos I Luís reconstruiu o Gläsernen Saalbau depo

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Dicas e sugestões
ISICC
21 de september de 2010
Go to the terrace of the Heidelberg Castle if the weather is good! Awesome view over Heidelberg!
Okan D.
12 de november de 2014
Small but nice, worth to see. Wunderbar
Localização
Mapa
Endereço

Neue Schloßstraße 1, 69117 Heidelberg, República Federal da Alemanha

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Horário
Mon-Sun 8:00 AM–6:00 PM
Referências

Heidelberg Castle (Heidelberger Schloss) em Foursquare

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